Zagueiro ítalo-brasileiro diz que já foi vítima de racismo

Jogador nascido no Brasil foi convocado pela seleção italiana para partidas das Eliminatórias da Copa

ANSA,

08 Outubro 2008 | 18h38

O zagueiro ítalo-brasileiro Fabiano Santacroce, que recebeu sua primeira convocação para defender a seleção italiana, revelou que foi vítima de racismo na infância, mas que agora isso não acontece mais."Eu não sinto que sou vítima de racismo, mas se alguém viesse me insultar, começaria a rir, porque não há muito o que se pode fazer", afirmou Santacroce, que irá defender a Itália nas partidas contra Bulgária e Montenegro, válidas pelas Eliminatórias Européias para a Copa do Mundo de 2010."Fui vítima de racismo quando era um garoto. Quando eu jogava nos campeonatos juvenis, tinha algum colega estúpido, mas eu sempre tentava não dar muita importância. Não me falta caráter", frisou o jogador de 22 anos, nascido em Camaçari, na Bahia, filho de um italiano e uma brasileira."Se alguém quiser interpretar a minha convocação como um sinal contra o racismo, tudo bem, mas eu prefiro pensar nela como um prêmio pelo que eu fiz em campo", acrescentou.Na terça, o técnico da seleção italiana, Marcello Lippi, falou a respeito da convocação de Santacroce. Durante a entrevista coletiva, Lippi garantiu ter convocado o jogador por critérios técnicos, mas reconheceu que a convocação do atleta negro representa uma afirmação contra o clima de intolerância crescente vivido na Europa e na Itália nas últimas semanas.

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