Kerim Okten/EFE
Kerim Okten/EFE

Zagueiro mais caro da história, David Luiz é do Paris Saint-Germain

Valor transforma o zagueiro no defensor mais caro da história do futebol mundial

O Estado de S. Paulo

23 de maio de 2014 | 18h22

SÃO PAULO - O Chelsea e o Paris Saint-Germain anunciaram na tarde desta sexta-feira que chegaram a um acordo para a transferência do zagueiro brasileiro David Luiz para a equipe francesa. O negócio só será concretizado na abertura da próxima janela europeia, que acontece no dia 10 de junho por um valor recorde de 55 milhões de euros (ou cerca de R$ 167 milhões) .

Com isto, David Luiz se torna o zagueiro mais caro da história do futebol mundial. O segundo e o terceiro colocado na lista também pertencem ao PSG e são igualmente brasileiros: Thiago Silva veio do Milan para Paris por R$ 131 milhões. Marquinhos, ex-Roma, foi comprado por R$ 112 milhões.

O clube francês agora conta com cinco defensores brasileiros em seu plantel. Além do recém-chegado, seu parceiro de zaga da seleção brasileira e do ex-corintiano, o time francês tem ainda Alex, ex-Santos e o também convocado Maxwell.

Segundo informações do site do Paris Saint-Germain a transferência foi realizada de maneira rápida por conta de um desejo do próprio jogador em se preparar de maneira tranquila para a Copa do Mundo. David Luiz é um dos 23 convocados de Luiz Felipe Scolari para o Mundial.

O jogador ainda terá que passar por exames médicos na capital francesa, o que deve acontecer após a competição da Fifa. David Luiz estará reunido com a seleção brasileira a partir do dia 26, quando se inicia os trabalhos visando a preparação para o Mundial.

PUNIÇÃO

A contratação de David Luiz vem uma semana depois de o PSG ser multado em 60 milhões de euros (cerca de R$ 182 milhões) pela Uefa por não respeitarem o chamado Fair Play Financeiro. Além disso, o clube só poderá inscrever na próxima edição da Liga dos Campeões 21 jogadores, e não 25 como prevê o regulamento da competição.

O Fair Play Financeiro da Uefa está em vigor desde 2011, quando foi estabelecido que os clubes precisariam "provar que não têm dívidas em atraso em relação a outros clubes, jogadores, segurança social e autoridades fiscais. Por outras palavras, têm que provar que pagaram as contas", como explica a própria entidade.

Desde o meio do ano passado, no entanto, a política implica que os clubes também têm de respeitar uma gestão equilibrada, sem gastar mais do que recebem. Com isso, os times precisam provar que têm recursos suficientes para bancar aquilo que se comprometeram a gastar ao longo da temporada.

Além do PSG, também foi punido pela Uefa o Manchester City, pelos mesmos valores. O time francês reclama que a entidade não reconhece "o total valor" da parceria do clube com a Qatar Tourism Authority, empresa que vem comandado o clube e injetando os milhões de dólares, através da figura de seu dono, Nasser Al-Khelaifi.

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