Reprodução/STJD
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Zé Love, ex-Santos, e beque do Brasiliense são punidos pelo STJD por ofender e cuspir em árbitro

Atacante e zagueiro do time do DF recebem 380 e 360 dias de gancho, respectivamente: confusão aconteceu após eliminação para a Ferroviária na Série D do Brasileiro

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de novembro de 2021 | 09h48

O atacante Zé Love, ex-jogador e campeão da Libertadores pelo Santos, e o zagueiro Gustavo Henrique, ambos do Brasiliense, foram punidos nesta terça-feira pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) após se envolverem em confusão com o trio de arbitragem na eliminação para a Ferroviária na segunda fase da Série D do Campeonato Brasileiro. O atacante pegou um gancho de 380 dias, enquanto o defensor recebeu 360 dias de suspensão. Ainda cabe recurso.

A polêmica aconteceu no dia 18 de setembro. De acordo com a súmula do árbitro Antônio Márcio Teixeira da Silva, os jogadores teriam ofendido e cuspido contra ele e os auxiliares ao fim do confronto com a equipe paulista. Os atletas do time do DF ficaram revoltados após o juiz mudar a marcação de uma falta na entrada da área para um pênalti. A cobrança foi convertida pela Ferroviária, que venceu por 1 a 0 e eliminou o Brasiliense. 

Além de Zé Eduardo e Gustavo Henrique, parte da comissão técnica da equipe de Brasília também foi punida no julgamento. O auxiliar técnico Wellington Augusto recebeu 180 dias de suspensão, o gerente de futebol Pedro Henrique Lorenzo pegou 30 dias e o ex-técnico Luan Carlos foi penalizado em dois jogos. O clube também foi multado em R$ 10 mil. 

Em sua defesa, o Brasiliense nega os episódios relatados na súmula e promete recorrer da punição aos atletas. Segundo o clube, há evidências em vídeo que contradizem a arbitragem.

"O árbitro sabia que o Brasiliense tomaria todas as medidas cabíveis e por isso carregou na súmula. Claramente o árbitro só relatou o que convinha. Não dá para confiar numa súmula que não descreve o que de fato aconteceu. Na súmula consta que pessoas diferentes falaram da mesma forma. Será que isso realmente aconteceu? Se tivesse sido agredido da forma que foi descrita, teria feito um boletim de ocorrência e não fez", disse Deborah Stockler, advogada do clube. 

Anteriormente, a diretoria do clube da capital federal havia entrado com um pedido no STJD para que o resultado da partida fosse anulado, além de tentar uma liminar para paralisar a Série D até que o caso fosse julgado. Ambos sem sucesso.

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