Zé Mário: 1ª vítima do escândalo

Enquanto a polícia corre atrás de provas e os dirigentes buscam saída para o escândalo de arbitragem, começam aparecer os primeiros prejudicados diretos pela esquema armado no futebol brasileiro. Um deles é o técnico Zé Mário, que dirigia o Figueirense no dia 7 de agosto, pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro, um dos jogos em que teria agido de má fé o árbitro Edilson Pereira de Carvalho. "Quem sabe se esse resultado do Vasco não tenha ajudado a minha saída do Figueirense?", indaga Zé Mário, que depois empatou em casa com o Brasiliense, em 2 a 2, e acabou demitido.Conhecido por ser uma pessoa bastante tranqüila, Zé Mário lembra que ficou inconformado com a arbitragem deste jogo disputado em São Januário. E completa: "Naquela oportunidade reclamei muito nas minhas entrevistas alertando de alguma coisa contra o Figueirense. Nunca poderia imaginar que ele estaria envolvido com algo desse tipo, mas que alguma coisa estranha estava no ar eu tinha certeza".Zé Mário lembra de faltas claras não marcadas a seu favor e um pênalti inexistente a favor do time carioca, convertido por Romário. E reclama de dois pênaltis a favor do Figueirense, não marcados pelo juiz. O técnico também dirigia o time na vitória de 4 a 1 sobre o Juventude, em Caxias do Sul, num jogo em que o acusado confessou não ter conseguido fazer nada diante da grande atuação de Edmundo, que marcou três gols. Mas Zé Mário acha que a história poderia ter sido diferente. "O Edílson deu um pênalti que nem os jogadores do Juventude entenderam, tanto que já tinham saído da área pensando que a bola estava parada em favor do Figueirense, quando para a surpresa de todos que estavam no estádio ele colocou a bola na marca do pênalti". A sorte do Figueirense foi que o goleiro Edson Bastos defendeu, quando já estava 2 a 0.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.