Zetti destaca a estrutura do Paulista

O Paulista já sabe como vai fazer para continuar brigando pelo título do Campeonato Paulista Série A1. A receita é dada pelo técnico Zetti: aplicação e garra. Ele não aceita as justificativas de que a sorte tem acompanhado a equipe, garantindo que o sucesso do time se deve a muito trabalho. Tudo, segundo o técnico, teria começado com o planejamento elaborado ano passado. Sem recursos para grandes contratações, a diretoria definiu que manteria a base formado em casa, ainda nos tempos em que era administrado pela multinacional Parmalat. "Começamos a treinar cedo e, portanto, ficamos em vantagem contra os concorrentes", explica o fisicultor Fernando Moreno, que já tinha trabalhado nas divisões de base do São Paulo. Quando chegou ao Paulista teve a humildade de trabalhar nas divisões de base, até que seu trabalho tivesse o devido reconhecimento. "O Fernando é um profissional dedicado e de ponta no trabalho físico no Brasil", elogia Zetti. Ainda sob os efeitos da contagiante virada sobre a Ponte Preta, por 4 a 3, sábado, o técnico disse que não importa o próximo adversário. "Quem chegou até aqui é porque tem méritos. Serão brigas difíceis.? O retrospecto do Paulista também vai contar. Até agora foram oito vitórias, um empate e duas derrotas. O time deve manter a mesma base. O meia Canindé, que saiu com fortes dores musculares, não representa problema. Ele sentiu cãibras devido ao esforço na prorrogação. Balanço final - A Polícia Militar de Jundiaí confirmou o balanço final dos incidentes causados neste jogo realizado no Estádio Jaime Cintra. Os principais confrontos aconteceram antes do jogo, quando houve falha do policiamento na localização da torcida de Campinas. No total, foram presas seis pessoas, curiosamente dois torcedores ligados à torcida organizada do Guarani, Fúria Independente, os irmãos Eric e Caveira. Um menor também foi preso. Todos foram liberados. O número oficial de feridos foi de 12 pessoas, embora muitas não tivessem registrados queixas ou fossem atendidas no Hospital São Vicente. A maioria vítimas de pedradas. Uma mulher de 47 anos sofreu um corte profundo na testa.

Agencia Estado,

21 de março de 2004 | 12h19

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