Zetti destaca superação do Paulista

O técnico Zetti, do Paulista, creditou à técnica e à garra de seus jogadores como fatores essenciais para a espetacular virada conseguida sobre a Ponte Preta, por 4 a 3, neste sábado, no Estádio Jaime Cintra. Ele acha que o time mostrou poder de reação e superou seu jogo mais difícil no Campeonato Paulista. "Não acredito em sorte. A sorte é aquele algo mais, aquela dose de esforço até sobrenatural", comentou o técnico. Ele não gostou quando indagado sobre a dose exagerada de garra e de sorte do time na virada. "Não aceito uma colocação desta, porque nosso time tem muita técnica também. É claro que os jogadores se superaram." Explicou ainda que o time não foi bem no primeiro tempo, mas que melhorou na etapa final quando os atacantes se movimentaram corretamente e os meias se aproximaram mais para as finalizações. Do lado da Ponte, muita tristeza e decepção porque o time chegou a ter nas mãos a vaga nas semifinais. O técnico Estevam Soares estava desolado com a mudança do time em dois tempos distintos. "Fizemos um primeiro tempo maravilhoso, depois perdemos a concentração e o Paulista veio em cima e se deu bem." O técnico também condenou o goleiro Lauro que tentou várias vezes, durante a prorrogação, ir cabecear na grande área. "Ele fez besteira. Não tinha motivo para ir lá do outro lado, porque tínhamos muito tempo." Na primeira vez, o time da casa não aproveitou. Na segunda, a bola sobrou para Ailton na entrada da grande área, ele driblou André Cunha com um chapéu e marcou o quarto gol. O goleiro ainda tentou sair uma terceira vez. Brigas e pedradas - O esquema de segurança armado pela Polícia Militar de Jundiaí, usando 120 policiais, não funcionou na chegada da caravana dos campineiros ao estádio Jaime Cintra, por volta das 17 horas. Os 30 ônibus foram estacionados do outro lado do portão destinado à sua entrada. Outro agravante é que os pontepretanos passaram por trás do setor de arquibancadas da torcida local. O choque foi inevitável e pedras foram atiradas dos dois lados. Muitas pessoas ficaram feridas, mas nem todas foram encaminhadas para o Hospital São Vicente, que atendeu apenas casos considerados leves. Vários torcedores foram presos, a maioria por desacato à autoridade. Um cavalo da PM também ficou ferido. Os números totais de feridos e preso não foram divulgados.

Agencia Estado,

20 de março de 2004 | 20h58

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