Zetti promete colocar Paulista no ataque

Mais de dois meses depois de sair do Parque Antártica derrotado por 5 a 2, na primeira rodada do Campeonato Paulista, e com a preocupação de que teria de lutar contra o rebaixamento, o Paulista de Jundiaí volta a enfrentar o Palmeiras, neste sábado, às 16h, no mesmo local. Agora, pelas semifinais, o time entra em campo com uma mentalidade totalmente diferente da do início da competição. Se antes os jogadores pensavam que a missão seria evitar o descenso, agora o grupo comandado pelo técnico Zetti ambiciona o inédito título."Era a partida de estréia, não sabíamos como os jogadores iriam corresponder. Aquela derrota serviu para arrumar a equipe para o restante do campeonato. Jogamos bem até os 25 minutos do segundo tempo, quando tomamos um gol olímpico (de Corrêa) e aquilo deu uma baqueada. Agora, estamos mais experientes, com mais confiança, mas não tem clima de revanche", garantiu João Paulo.Depois de superar a Ponte pelas quartas-de-final em um jogo muito tenso (4 a 3 na prorrogação), o próximo degrau é passar pelo Palmeiras. Os jogadores ganharam moral depois de encerrarem a primeira fase na vice-liderança do grupo 2, atrás apenas do Santos.Zetti também pensa grande. "Acho que dá para jogar fora de casa do mesmo jeito que jogamos aqui no Jaime Cintra. É claro que o Palmeiras tem jogadores muito rápidos e capazes de desequilibrar qualquer jogo, mas não dá para passar os 90 minutos pensando apenas em defender. Só conseguimos bons resultados neste campeonato quando saímos para o ataque", disse o treinador.As jogadas mais perigosas do adversário foram estudadas através de fitas de vídeo. Domingo passado, o auxiliar-técnico Biasoto viajou até Santos para acompanhar o jogo do Palmeiras contra a Portuguesa Santista e tirou suas conclusões: "Sem dúvida, o Baiano e o Lúcio fazem a diferença. Precisamos evitar essa aproximação na linha de fundo e os cruzamentos. Por isso, Lucas e Galego têm de estar muito atentos."Fora de campo, Zetti evita expor seus jogadores ou jogar a responsabilidade em cima de determinado atleta. Em suas entrevistas, sempre enfatiza o grupo, em sua maioria, formado por pratas da casa."Não podemos depositar todas as fichas em cima apenas de um jogador. Nosso time alterna posições constantemente. Por isso, não temos um goleador. Não nos preocupamos só com o ataque. Como estamos em uma condição inferior, necessitamos da participação de todos. Cada um tem a sua função", explicou o treinador.

Agencia Estado,

26 de março de 2004 | 18h00

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