Zico "esquece" o Brasil e volta a reclamar da Fifa

O técnico Zico deixou o jogo contra o Brasil, na quinta-feira, em Dortmund, em segundo plano e voltou a criticar a Fifa. O treinador brasileiro reclamou do horário dos jogos do Japão (às 15 horas locais), do pênalti não marcado na partida contra a Austrália e da falta de respeito com atletas e treinadores.?Se o juiz (o egípcio Abdullah Fatah) tivesse dado o pênalti, teríamos chance de fazer 2 a 1, o Cahill seria expulso e não faria o segundo gol deles. Depois não adianta vir um senhor da Fifa (o diretor de comunicações Markus Siegler) e dizer que o juiz errou. E tem mais, eles colocaram um europeu (o belga Frank de Bleeckere) para apitar o jogo com a Croácia. Por que não colocaram um sul-americano ou africano?", reclamou o treinador.?A Fifa obriga todo mundo que participa da Copa do Mundo a assinar um livro com várias restrições ao nosso comportamento. É proibido fazer isso, fazer aquilo. São coisas absurdas para um profissional. É ditadura pura. E outra coisa: não assinei livro da Fifa nenhum", disse Zico, sem citar nenhum exemplo.Sobre o jogo da próxima quinta-feira, Zico continua acreditando que seja possível ganhar do Brasil e, dependendo do resultado de Croácia e Austrália, garantir vaga nas oitavas-de-final. Nesta terça, as duas horas de treino foram dedicadas aos chute a gol, a maior deficiência japonesa. ?Precisamos fazer gol, é sempre bom treinar."Ele não revelou o time que jogará contra o Brasil. Só disse que o zagueiro Tsuboi vai atuar. ?Pode ser nossa última partida, vamos fazer um misteriozinho. Vocês não vão ficar aborrecidos, né? Em 71 partidas, uma vez que eu não antecipo o time não faz mal", ponderou o treinador, aos jornalistas japoneses.

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