Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Zico promove Copa e vai entregar ingressos a operários dos estádios

Ex-jogador vai participar de distribuição simbólica de 50 mil bilhetes para partidas

Marcio Dolzan e Sílvio Barsetti, O Estado de S. Paulo

27 de março de 2014 | 20h26

RIO - Sempre muito crítico em relação à CBF, principalmente quando a entidade era dirigida por Ricardo Teixeira, o ex-jogador Zico, ícone da seleção dos anos 80, participou nesta quinta-feira com descontração de evento no Maracanã, com a presença da cúpula do Comitê Organizador da Copa (COL) e da CBF.

Zico foi apresentado no auditório do Maracanã pelos dirigentes do COL, os ex-atletas Bebeto e Ronaldo. Eles se preparavam para conceder entrevista coletiva ao lado do secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, e do presidente do COL e da CBF, José Maria Marin.

O maior ídolo da história do Flamengo, segundo Bebeto, estava se juntando à equipe como garoto-propaganda da Copa, responsável pela entrega simbólica de 50 mil ingressos de jogos do Mundial para os operários das 12 sedes.

"Há 25 anos me despedi da seleção brasileira, mas hoje estou aqui para homenagear essas pessoas importantes, que muitas vezes não são reconhecidas pelo que fazem. É maravilhoso. Eles podem colocar a cabeça no travesseiro e dormir bem, já que deram o máximo pelo nosso País", declarou Zico, pouco depois de um telão exibir vários gols que marcaram sua carreira.

Houve também depoimentos gravados de Ronaldo, Bebeto, Zagallo e Carlos Alberto Torres, todos enaltecendo Zico. Num momento de euforia, Bebeto afirmou, na entrevista, que Zico passava a integrar o grupo de trabalho do COL. Na verdade, Zico só foi convidado para o evento desta quinta, sem nenhum vínculo com o comitê.

O COL quis homenagear Zico por ele ser o maior artilheiro da história do Maracanã, com 333 gols. Titular nas Copas de 1982 e 1986, o ídolo acredita que a seleção tenha 85% de chances de ganhar o próximo Mundial "pela forma como a equipe vem jogando". "É fundamental trazer o público para bem perto da seleção. Toda aquela demonstração de carinho que houve na Copa das Confederações será ainda maior neste ano. Claro que o futebol se resolve no campo, mas a confiança tem que ser total", disse.

Mais conteúdo sobre:
Copa de 2014futebolZico

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.