"Zidane, a França o admira", diz o presidente Chirac

O presidente da França, Jacques Chirac, disse a Zinedine Zidane nesta segunda-feira que ele obteve "o respeito, a admiração e a afeição de toda a nação", mas não deixou de citar, ainda que indiretamente, a expulsão do camisa 10 da seleção francesa na final da Copa do Mundo. Zidane marcou de pênalti o gol da França no empate por 1 a 1 com a Itália, nos 120 minutos de tempo normal e prorrogação. No tempo extra, porém, recebeu o cartão vermelho por dar uma cabeçada violenta no peito do zagueiro italiano Materazzi, que o teria ofendido. Sem Zidane, a França caiu nos pênaltis, por 5 a 3. "Você é um virtuose, um gênio do futebol mundial, um homem de compromisso, de coração e convicção, por isso a França o admira e respeita", afirmou Chirac, para depois completar: "No momento mais intenso, talvez o mais duro de sua carreira." Zidane não voltou ao campo para receber a medalha de prata pelo vice-campeonato, e acabou premiado pela Fifa com a Bola de Ouro como o melhor jogador do torneio, apesar da expulsão e da derrota francesa. Chirac, que recebeu a seleção no palácio presidencial, fez questão de elogiar também todos os jogadores. "Vocês mostraram qualidades excepcionais e muito espírito de equipe", afirmou o chefe de Estado, que qualificou o técnico Raymond Domenech como o "formidável arquiteto deste magnífico resultado". O único jogador de ficou de fora da recepção, com direito a almoço e transmissão ao vivo pela rede pública de TV, foi o goleiro Fabien Barthez.

Agencia Estado,

10 Julho 2006 | 12h24

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