EFE
EFE

Zidane e Modric reclamam de confusão com uso de vídeo na vitória do Real

'O problema é que temos que nos adaptar ao que a Fifa quer fazer,' diz o técnico

Estadão Conteúdo

15 de dezembro de 2016 | 13h13

O auxílio do vídeo na arbitragem está estreando neste Mundial de Clubes, mas, pela segunda vez consecutiva, a novidade gerou polêmica. Depois da controversa marcação de um pênalti a favor do Kashima Antlers contra o Atlético Nacional, na quarta-feira, o árbitro Enrique Cáceres se confundiu todo no lance do gol de Cristiano Ronaldo na vitória do Real Madrid por 2 a 0 sobre o América do México, nesta quinta.

"O problema é que temos que nos adaptar ao que a Fifa quer fazer. Tenho minhas ideias e nosso segundo gol gerou um pouco de confusão, é verdade. As coisas têm que ser mais claras. Não podemos controlar o que querem fazer para melhorar as coisas com tecnologia. Se é para melhorar, será para o bem do futebol. Mas as coisas têm que ficar mais claras", reclamou o técnico Zinedine Zidane.

No lance em questão, Cristiano Ronaldo marcou o gol e, segundos depois, o árbitro anulou a jogada por suposto impedimento, alegando que havia sido alertado pelo auxílio do vídeo. Quando o América disparava para o ataque, no entanto, Enrique Cáceres voltou atrás inexplicavelmente e revalidou o gol.

Eleito o melhor jogador em campo, Modric foi mais contundente que Zidane ao criticar a experiência da Fifa. "Para ser honesto, não gosto (do auxílio do vídeo). Cria muita confusão. Outro dia tivemos uma reunião explicativa, mas para mim não é futebol. Espero que esta regra não continue. Temos que nos concentrar em nosso jogo, mas a primeira sensação é de que não é uma boa."

O atacante francês Benzema, autor do primeiro gol desta quinta, foi na mesma linha do companheiro. "É um pouco difícil, porque tem que esperar e, assim, se perde a essência do futebol e das decisões no momento. Mas vamos ver o que acontecerá no futuro", comentou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.