Zinha: ?até a morte" contra o Brasil

Nascido no Brasil e naturalizado mexicano, o meio-campista Zinha garante: não terá nenhum problema de consciência no próximo domingo, quando Brasil e México se enfrentam pela segunda rodada da primeira fase da Copa dos Confederações. Ao contrário. Diz que vai lutar ?até a morte? para que o México saia vencedor. "Apesar de ser o país onde nasci, e que onde me iniciei no futebol, eu pretendo defender as cores do México até a morte?, disse o jogador, nascido em São Paulo há 29 anos e cujo nome é Antonio Naelson Matias. ?É preciso ser profissional e neste momento só penso em lutar pelos interesses do México?, acrescentou.Autor de um dos gols e eleito melhor jogador em campo na vitória do México por 2 a 1 sobre o Japão, na estréia, Zinha conseguiu a naturalização em setembro de 2001. Jogava na 2ª divisão mexicana, até que em 1999 se transferiu para o Toluca. Baixinho (tem apenas 1,63 de altura) e leve (66 kg), Zinha estreou na seleção no dia 26 de janeiro deste ano, na partida contra a Suíça. De lá para cá vem embalado. Nos últimos três jogos - contra Guatemala, e Trinidad & Tobago e Japão - marcou gols.Ele diz que ainda não sabe como deverá atuar contra o Brasil - se vai jogar mais à frente ou priorizar a marcação. ?Isso, o professor é quem vai definir. É preciso lembrar que nós vamos jogar contra um time que tem muitos jogadores talentosos e não podemos dar espaços?, disse ele, dando uma indicação de que os mexicanos pretendem, primeiro, se defender.

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