Ziza Valadares renuncia à presidência do Atlético-MG

Dirigente não conseguiu montar uma equipe competitiva para a conquista de títulos no ano do centenário

AE, Agencia Estado

18 de setembro de 2008 | 12h30

Ziza Valadares renunciou à presidência do Atlético Mineiro no final da manhã desta quinta-feira. O dirigente deixa o clube depois de ser muito pressionado pelos torcedores do clube, insatisfeitos com o desempenho do clube no ano do centenário, e após rompimento político com João Batista Ardizoni, presidente do conselho deliberativo do Atlético Mineiro.  Dê seu palpite no Bolão Vip do Limão A renúncia acontece um dia depois do Ministério Público de Minas Gerais ter anunciado que iria investigar as denúncias contra as parcerias do Atlético com clubes do interior de Minas Gerais, além de outras negociações, que poderiam ter sido lesivas ao caixa do clube. Com a saída de Ziza, o cargo deverá ser ocupado por um de seus vice-presidentes. Renato Salvador é o primeiro apto a ocupar o cargo, mas pode recusar. Os outros vices são: Ronaldo Vasconcellos, Roberto Vasconcellos ou Gil César. Caso nenhum deles aceite assumir a presidência do Atlético Mineiro, o cargo deverá ser ocupado por João Batista Ardizoni, presidente do Conselho. Ele também pode convocar novas eleições. Ziza revelou, no final de agosto, ter recebido uma carta anônima com ameaças de morte, caso não deixasse a direção do clube. O dirigente, no entanto, disse na época que não deixaria o Atlético Mineiro, além de garantir que não temia pela sua vida ou de seus familiares. A revolta da torcida com os resultados do time se transformaram em campanha de boicote, criada pela principal torcida organizada do clube, ao jogos do Atlético Mineiro. O movimento deu resultado e menos de 10 mil torcedores compareceram nos últimos jogos do time no Brasileirão e na Copa Sul-Americana.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.