116 anos de olimpíadas no 'Estado'

O embate entre o esporte moderno e o antigo deu o tom da primeira cobertura olímpica nas páginas do Estado. Ao mesmo tempo em que contava as origens e os motivos da supressão da competição por mais de um milênio, o jornal detalhava a acirrada discussão que envolveu patrocinadores , atletas, entusiastas do esporte e até arqueólogos.

LIZ BATISTA, O Estado de S.Paulo

22 de julho de 2012 | 03h03

Os saudosos da era Helênica acusavam de deturpadores aqueles que queriam agregar modalidades como o "bicyclette e o lawn-tennis''. Os modernizadores rebatiam, dizendo que mesmo os antigos "não se desinteressavam de nenhum esporte'' que pusesse "em relevo a força ou a agilidade humana.''

Outros críticos ao purismo acendido pelas recentes descobertas arqueológicas na Grécia, argumentavam que, se reeditada em toda sua originalidade, estariam na competição esportes considerados "não civilizados'', contrariando o propósito de unir as nações.

Além dos debates, o Estado destacou a magnífica estrutura montada para a competição, a tecnologia utilizada no Stadio, "iluminado à luz elétrica'', e a boa recepção que fez com que "todos os clubes atléticos dos diferentes países'' enviassem representantes.

Tentando transportar seus leitores ao emocionante momento da abertura, em outra edição, contou como o "primeiro dia dos jogos foi soberbo'', descrevendo a cerimônia e o instante em que o rei da Grécia "entrou no estádio ao som do hino nacional, tocado por 600 executores'', enquanto "60 mil espectadores o aclamaram calorosamente.''

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