2005 foi um grande ano para o vôlei

As seleções brasileiras de vôlei encerraram o primeiro ano do ciclo olímpico para os Jogos de Pequim/2008 com saldo positivo. As garotas comandadas pelo técnico José Roberto Guimarães venceram todas as seis competições que disputaram. A seleção masculina, de Bernardo Rezende, foi surpreendida e acabou como vice na Copa América, mas levou o penta da Liga Mundial e ganhou Copa dos Campeões no Japão. Para 2006, as prioridades das seleções são as mesmas: o Mundial do Japão, em novembro. Zé Roberto administrou bem o grupo renovado, que perdeu Fernanda Venturini, Virna, Érika e Fofão após a Olimpíada de Atenas/2004. Para a Copa dos Campeões, o grupo ainda ficou sem Mari (recuperando-se de cirurgia no ombro), Paula Pequeno (grávida) e Raquel (não liberada pelo clube). Sheilla, que joga na Itália, ganhou moral e reconhecimento ao ser eleita a melhor jogadora no Japão. Com tantas dificuldades, o técnico deu chance a novatas como Nathália, de 16 anos, e Fernanda Berti, de 20. No caso das levantadoras, o principal problema do time, Zé Roberto fez um bom trabalho com Carolina e Marcelle. Mas, apesar disso, alertou: ?O Brasil precisa de um trabalho mais forte para levantadoras. Tivemos um ano excepcional, mas nosso material humano não é abundante como no vôlei masculino. Já temos de agradecer o trabalho que os clubes fazem, mas precisamos trabalhar mais no desenvolvimento do feminino?. Os seis títulos - distribuídos em 36 jogos e apenas duas derrotas - não iludem Zé Roberto. ?Tivemos um ano superior ao de todas as outras equipes. Um ano ímpar para o vôlei brasileiro, mas isso não significa que somos os melhores. Estamos em um bloco entre os melhores. A China (campeã olímpica), por exemplo, foi para a Copa dos Campeões sem várias jogadoras, que estavam contundidas?. A seleção masculina de Bernardinho foi surpreendida no meio da boa temporada: perdeu, em Lages (SC), a Copa América em jogo acirradíssimo contra os Estados Unidos, decidido no tie-break. Mas levou os títulos mais importantes: da Liga Mundial e da Copa dos Campeões. Na competição japonesa, a última do ano, os brasileiros mostraram superioridade técnica e tática sobre o campeão europeu (Itália), asiático (Japão), africano (Egito), da Norceca, a Norte-Centro América e do Caribe (Estados Unidos), e a China, convidada. Sobre 2006, Bernardinho diz: ?O Mundial é o mais importante, como competição. Quero consolidar o novo grupo, para nos desenvolvermos. Várias equipes estão crescendo. Mostramos ao mundo como jogar no ataque. Agora precisamos manter a competitividade?. Ao mesmo tempo em que trabalha para o Mundial, o técnico seguirá com a renovação, depois da saída de Nalbert, Giovane e Maurício. ?Tenho um plano de testar caras novas, de dar chance para jogarem, em excursões e amistosos. Vou entregar um planejamento nesse sentido à CBV. Vou trabalhar com os novos e mais alguns. Com 50 bons jogadores, se faz uma boa seleção. Para ser top é preciso ter 15 excepcionais. Este ano, tivemos muitos problemas, como com o Minuzzi (operado devido a um aneurisma na aorta) e o Evandro (lesão no joelho), jogadores que poderiam ter correspondido?.

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