A 2 anos dos Jogos, entidades criticam violações na China

A dois anos do início dos Jogos Olímpicos de Pequim, ganham força movimentos de protestos contra o governo chinês. Um deles, o Olimpic Watch, que tem como integrantes intelectuais como o escritor peruano Mario Vargas Llosa, criticou o presidente do Comitê Olímpico Internacional, Jacques Rogge, por fazer vista grossa às violações dos direitos humanos na China.Já a organização Repórteres Sem Fronteiras alertou que a repressão à imprensa foi intensificada por causa da Olimpíada. ?Manchada pela corrupção, a preparação está marcada pela repressão de vozes dissidentes, oficialmente justificada pela necessidade de realizar Jogos seguros?, denuncia a entidade.Os repórteres que ainda conseguem se expressar sem censura informam que o governo chinês está destruindo, na calada da noite, o patrimônio histórico de dois bairros tradicionais de Pequim - Xuanxu e Chongwen -, com o objetivo de promover uma especulação imobiliária no local.Em compensação, os organizadores anunciaram que vão vender ingressos a preços populares para os Jogos. Não querem apenas elite. O diretor do Comitê Organizador dos Jogos de Pequim, Liu Qi, disse que serão colocados à venda 7 milhões de ingressos para todas as competições previstas nas duas semanas de Olimpíada.?Exceto para as cerimônias de abertura e encerramento, e alguns poucos eventos, a maioria dos ingressos será muito, muito barato?, informou em entrevista à agência de notícias Xinhua, ressaltando que a medida tem como objetivo permitir que os chineses assistam às competições e que eles não se restrinjam a turistas estrangeiros que devem visitar o país no período.

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