A América se torna a obsessão de Muricy

Quando Muricy Ramalho voltou a treinar o São Paulo, no início de 2006, enfrentou um desafio. Tinha "fome de títulos", mas encontrou um time que havia acabado de ganhar o Mundial. Três anos depois, o técnico é tricampeão brasileiro. Não esconde, no entanto, seu grande objeto de desejo: conquistar a América. "Vencer a Libertadores é um objetivo do clube, mas é muito mais um objetivo meu", afirmou Muricy, em entrevista coletiva, ontem, no Morumbi. "Já cheguei perto duas vezes. Não posso deixar escapar uma terceira chance." Tricampeão nacional, técnico do São Paulo quer agora a Libertadores Veja especial do campeão, monte seu time dos sonhos e mais fotos Em 2006, o São Paulo foi à final do torneio, mas perdeu o título para o Inter. Neste ano, a derrota para o Fluminense, nas quartas-de-final, foi dramática - um gol de Washington, no fim, decretou a eliminação. "Foi uma infelicidade, porque o time perdeu num momento em que crescia no campeonato."Para brigar pela taça inédita em sua carreira, Muricy acredita que manterá a base do time atual. "Sei quem posso perder, mas já temos uma espinha bem definida." Hernanes e Miranda são candidatos a uma transferência para o exterior. Além disso, o volante Richarlyson disse que, se for continuar na reserva, prefere sair. "Ele é livre. Se quer sair, problema é dele. Não há nada no contrato dizendo que ele tem de ser titular."A diretoria tem raciocínio igual ao de seu técnico e também quer a Libertadores como prioridade em 2009. Carlos Augusto de Barros e Silva, vice-presidente de futebol, admitiu a possibilidade de usar um time reserva ou testar alguns jovens no Campeonato Paulista. A idéia já existia há algum tempo e ganhou força depois do rompimento com a Federação Paulista de Futebol (FPF). O Estadual é realizado simultaneamente à competição continental.BALANÇOAnalisando a temporada, Muricy fez um balanço sobre acertos e erros. Diz que acertou em não desistir de jogadores e persistir na busca pelo título brasileiro. Não soube dizer qual foi seu maior erro. "É difícil falar sobre isso, porque envolveria outras pessoas." O técnico reafirmou que o São Paulo busca reforços no mercado interno, como o presidente Juvenal Juvêncio adiantou ao Estado. "Todos os que indiquei estão no Brasil. Mas o São Paulo não perde bons negócios. Às vezes, surge alguma oportunidade no exterior."

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