Matt Dunbar/WSL
Matt Dunbar/WSL

A base vem forte no surfe: brasileiro conquista mundial júnior em Taiwan

Lucas Vicente brilha nas ondas e repete o feito de Mateus Herdy do ano passado: 'Ficha ainda não caiu'

Redação, O Estado de S.Paulo

29 de novembro de 2019 | 15h54

O Brasil tem os melhores surfistas do mundo e a nova geração vem forte. Nesta sexta-feira, o catarinense Lucas Vicente conquistou o título mundial júnior (sub-18) Jinzun Harbor, Taiwan. O garoto de 18 anos brilhou nas ondas e superou o norte-americano Kade Matson na final ao fazer 17,56 a 17,40. A vitória veio apenas na última onda, quando o atleta marcou 8,93 após um aéreo.

"Esse título representa muito. É a conquista de um sonho, não só meu, mas da minha família, da minha equipe, de todos os meus patrocinadores, e com certeza agrega muito para o meu futuro. É uma conquista que não é todo mundo que tem e a maioria que conseguiu está lá no topo hoje", comentou o surfista, que é treinado pelo pai João Carlos Alexandre junto com Kleber Cavalcanti.

"Estou me sentindo bem, feliz, com sentimento de dever cumprido. Esse era meu objetivo esse ano e estou muito contente de ter alcançado. Na verdade, ainda nem caiu a ficha. Estou tentando absorver tudo isso", comemorou o garoto, que tem como ídolo Adriano de Souza, o Mineirinho, que foi campeão mundial em 2015.

Lucas Vicente aprendeu a surfar desde pequeno na praia da Joaquina, em Florianópolis, e em 2017 foi campeão do Rip Curl Grom Search, evento que costuma revelar bons talentos. "Meu pai surfa e sempre me levava para a praia. Isso me influenciou muito. Decidi ser surfista profissional ainda bem novo, quando comecei a ganhar campeonatos e vi que tinha potencial para chegar lá", contou.

No ano passado, outro brasileiro já havia faturado o título: Mateus Herdy. Agora Lucas vibra com outro troféu para o País. "Isso era um sonho meu e nem acredito que consegui realizar. Estou muito feliz, porque é incrível conseguir o título mundial para o Brasil, no ano seguinte ao do Mateus. Nós dois surfamos juntos desde que éramos crianças e vou poder brincar com ele que agora eu sou o número 1."

O resultado também abre novas portas para o surfista que em 2020 espera brilhar também na divisão de acesso para, quem sabe, conquistar a vaga na elite da modalidade em 2021. "Estou começando a pensar em 2020. Vai ser um ano bem longo e quero dar meu melhor. Com esse título, consigo a vaga para o Challenge Series, então é entrar de cabeça, ir com tudo, ser o melhor possível e, se Deus quiser, ficar entre os 10 primeiros para ingressar no Circuito Mundial de Surfe em 2021", disse.

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