A chance de Emerson voltar a brilhar

O maior herói do título da Libertadores sabe que não tem jogado bem, mas nega que esteja de saída do clube

O Estado de S.Paulo

15 de março de 2013 | 02h06

Emerson Sheik, herói da Libertadores de 2012 e ídolo da torcida, virou reserva, fato que gerou inevitáveis especulações quanto à saída dele do Corinthians.

Nos dois últimos jogos da Libertadores o atacante nem sequer foi utilizado por Tite, que revelou ser "duro" para um técnico deixar um jogador como Sheik no banco.

A fase de Sheik, o próprio jogador reconhece, não é boa. Ele não foi ao México para enfrentar o Tijuana para tratar de uma lesão no joelho direito. Já no jogo do Pacaembu, na quarta-feira, ficou no banco, mas foi preterido por Romarinho, que entrou no lugar de Pato.

Ao fim do jogo de quarta-feira, Sheik foi um dos primeiros jogadores a deixar o Pacaembu após a vitória por 3 a 0. E saiu rápido, sem falar com a imprensa.

Reinaldo Pitta, empresário do jogador, nega que o atleta queria sair do clube e reforça que Sheik tem contrato com o Corinthians até o final do ano.

Sobre um possível interesse de Flamengo e Botafogo, Pitta afirma que não foi procurado por nenhum desses clubes. "Isso é especulação, e não falo sobre suposições", afirmou.

"O Sheik é jogador do Corinthians, agora se o clube não quiser mais, aí é outra história, o que não acredito. E posso garantir que se o Emerson falar que vai sair do Corinthians, vão aparecer propostas de vários clubes do País, não só do Rio."

A diretoria do Corinthians nega que tenha recebido proposta ou sondagens por Sheik. Além disso, mesmo se houvesse interesse de algum clube, o presidente Mário Gobbi prometeu à comissão técnica que não negociará nenhum atleta até o fim da Libertadores.

Um toque. Sheik já recebeu conselhos de gente de dentro do Corinthians para não trocar um clube em que recebe em dia e bem - cerca de R$ 400 mil por mês - por outro em situação financeira delicada.

Fora de campo, Sheik também vive um período conturbado. O Ministério Público denunciou o jogador por causa de irregulares com importação de carros, algo que o jogador nega e se diz inocente. /V.M.

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