A desculpa: marcação forte

Atletas afirmam que Bolívia neutralizou bem o Brasil

O Estadao de S.Paulo

11 de setembro de 2008 | 00h00

O discurso dos jogadores após o vergonhoso empate com a Bolívia por 0 a 0, ontem, parecia ensaiado. A desculpa foi a mesma: o time não conseguiu furar o bloqueio dos bolivianos. Mas que bloqueio? O bloqueio que havia levado 20 gols em apenas sete jogos? O bloqueio da equipe que ocupa a última posição das Eliminatórias, com apenas uma vitória até agora nas oito primeiras rodadas? Foi justamente essa a explicação para o tropeço."O adversário ficou o tempo todo atrás da linha da bola, foi difícil achar espaço", afirmou Ronaldinho Gaúcho. O meia-atacante do Milan foi um dos mais vaiados pelo público. Não sem motivo. Mais uma vez teve atuação apagadíssima. Criou poucas jogadas e não deixou, em nenhuma ocasião, os atacantes em condições de fazer gol."Demoramos para fazer a leitura do jogo, a marcação estava muito forte", acrescentou o meia Diego, que havia atuado bem contra o Chile, domingo, na vitória por 3 a 0, mas ontem pouco fez em campo."Houve uma marcação forte mesmo, mas realmente jogamos mal, não há desculpas", analisou o atacante Robinho, preso entre os zagueiros da Bolívia.Luís Fabiano, o melhor em campo em Santiago, também não foi capaz de superar os defensores da pior equipe das Eliminatórias Sul-Americanas. E reconheceu que faltou criatividade ao time. "A culpa pelo empate foi nossa", comentou o atacante. "Achamos que conseguiríamos, mas não deu para sair da marcação do adversário", prosseguiu. "Buscamos a todo momento o resultado positivo, mas nada deu certo."O elenco tem consciência, agora, de que as cobranças vão voltar, após alguns dias de paz com a vitória n o Chile. "Sabemos que, com um empate contra a Bolívia, haverá pressão", declarou o volante Josué, que se arriscou algumas vezes no ataque, mas sem sucesso.

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