A dura missão do xerife e artilheiro

Autor de quatro gols na temporada, beque reconhece talento dos atacantes do rival e elogia novo time Alviverde

O Estado de S.Paulo

17 de fevereiro de 2013 | 02h07

Desde que voltou ao clube, no ano passado, Henrique é um dos líderes do elenco, mas nunca esteve com tanto moral. No treino de sexta-feira, por exemplo, foi chamado de canto pelo presidente Paulo Nobre para uma conversa. E, como se já não bastasse sua importância fora das quatro linhas, dentro ele também tem dado conta do recado. Além de defender, tem feito bonito no ataque e já marcou quatro gols, sendo o artilheiro do time na temporada. Em entrevista ao Estado, o xerifão e artilheiro fala da expectativa para o clássico, sobre sua importância para o time e projeta um grande duelo contra os atacantes do Corinthians.

Como foi a preparação para esse primeiro clássico no ano?

Estamos muito confiantes, principalmente após a vitória sobre o Sporting Cristal (2 a 1, no Pacaembu, pela estreia na Taça Libertadores). Esse resultado positivo era o que precisávamos neste momento. Ouço muita gente falando que será o encontro do time rebaixado contra o campeão mundial, mas acho que isso não tem nada a ver. A rivalidade é a mesma independente da divisão e da situação das equipes e o que vale é dentro de campo. Estamos conscientes do que podemos fazer e estamos focados para fazer um belo trabalho domingo (hoje).

Enfrentar atacantes do quilate de Alexandre Pato e Guerrero exige uma atenção especial?

O Corinthians tem muitos jogadores de qualidade. Não só o Pato ou o Guerrero. Temos que nos preocupar com todo mundo, porque o elenco deles é muito forte e já joguei muitos clássicos e sei que esse jogo ganha quem erra menos. Temos de ficar atentos com todo o mundo. Se a gente consegue parar o Pato ou o Guerrero, pode aparecer o Paulinho, por exemplo, e marcar o gol.

Esse jogo pode ser encarado como o primeiro grande teste para esse novo Palmeiras?

Com certeza. Vencemos o Sporting Cristal, em uma Libertadores, mas a importância do jogo é outra. Estamos crescendo e passando por cima de muitas coisas ruins que nos atrapalharam e atrapalha até hoje. E jogo com o Corinthians não é só mais um jogo, é um clássico, algo diferente. A rivalidade é muito grande, por isso vamos fazer de tudo para conseguir esse resultado. Sei que muita gente duvida de onde podemos chegar, mas só depende de nós dar a resposta.

Você não concorda com quem diz que o Palmeiras é inferior, pelo menos no papel, aos outros três rivais do estado?

Eu não ligo. É bom que todo mundo pense assim. Aí podemos trabalhar com mais tranquilidade e ter apenas aquela pressão natural, da torcida.

Além dos três pontos no campeonato, esse jogo vale também a manutenção da paz no clube?

Sim, porque a gente perde um jogo e cai o mundo em cima da gente. Sabemos que ainda é resquício do rebaixamento (no Campeonato Brasileiro), mas precisamos de bons resultados para esquecermos de vez o que aconteceu ano passado. O momento é de Campeonato Paulista e Libertadores.

Qual a diferença desse Palmeiras para o do ano passado?

Dá para perceber que quem chegou está nos ajudando bastante. Estão chegando jogadores que não são apenas para somar, mas para qualificar o elenco e isso é fundamental. Tínhamos um elenco reduzido e agora estamos conseguindo criar corpo e com qualidade.

Como está sendo lidar com a pressão de ser líder do elenco?

A liderança não é só minha, é do grupo. A palavra de todo mundo tem um peso e não me vejo sendo o único que tem liderança aqui. Aliás, eu acho legal que todo mundo fale e assuma responsabilidades.

E esta fase de artilheiro, está gostando?

O Gilson (Kleina) está me dando liberdade para subir e quando eu faço isso, alguém fica para me cobrir. Fico feliz por estar marcando gols, mas o que me deixa mais contente é que os resultados estão acontecendo. Não importa quem marque, o fundamental é sair com a vitória. E espero que no domingo seja assim. /DANIEL BATISTA

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