A festa especial de Juliana e Larissa

Brasileiras comemoram vaga na final do vôlei de praia com os pais, amigos e torcida. Hoje, briga é com cubanas

Michel Castellar, O Estadao de S.Paulo

22 de julho de 2007 | 00h00

Nos braços da família, amigos e torcida. Foi assim que Juliana e Larissa comemoraram ontem a conquista da vaga à final feminina do vôlei de praia do Pan. A fácil vitória por 2 sets a 0 (21/12 e 21/13) sobre as mexicanas Mayra Garcia e Bibiana Candelas emocionou a Arena do Leme que hoje, às 22 horas, será palco da decisão da medalha de ouro entre brasileiras e as atuais campeãs dos Jogos, as cubanas Larrea e Fernandez.Apesar de a final ser contra Cuba, Larissa frisou que não quer saber de revanchismo. Para a atleta, não é possível fazer uma comparação entre a derrota imposta pelas caribenhas à seleção brasileira feminina de vôlei de quadra, na quinta-feira, e a disputa na praia. "Quadra é quadra e praia é praia. O revanchismo não é um bom sentimento", destacou Larissa, que nos Jogos de São Domingos, em 2003, ganhou o bronze, ao lado da ex-parceira Ana Richa.Ao se classificarem para a final de hoje, as brasileiras permaneceram na arena para assistirem à vitória cubana, por 2 sets a 0 (21/13 e 21/16) sobre as canadenses Maxwell e Lessard. Juliana lembrou que as adversárias são fortes fisicamente, atacam bem e sabem jogar.Mesmo preocupadas com Cuba, Juliana e Larissa festejaram bastante a vaga para a final. Franco favoritas, as duas correram para as arquibancadas ao término do jogo para dividirem o feito com pais, irmãos, primos, além de pessoas que as ajudam no dia-a-dia. "Trouxemos todo mundo. Quando vou para um saque ou faço um passe, olho para as arquibancadas, os vejo e penso em muitos momentos bons e ruins que todos passamos", contou Larissa.Sobre o jogo de ontem, Juliana lembrou que em alguns momentos as brasileiras ficaram "relaxadinhas", mas sem exagero. Principalmente, porque as mexicanas estavam na partida dispostas a tudo, por não serem as favoritas. Mas o placar demonstrou a superioridade do Brasil: 21 a 12 e 21 a 13.Para evitar que Cuba as surpreenda, Juliana e Larissa farão um treino antes da final das 22 horas. O objetivo é o de armar uma tática eficaz para impedir as cubanas de novamente frustrarem o sonho do ouro brasileiro. "Amanhã (hoje) pode ser o dia em que conseguiremos um dos nossos dois objetivos no ano: a medalha de ouro no Pan. O outro é a vaga na Olimpíada de Pequim", disse Larissa.

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