A grande chance de Dentinho

Atacante de 18 anos ganha nova oportunidade e promete gols para o Corinthians no jogo de hoje

Fábio Hecico, O Estadao de S.Paulo

28 de outubro de 2007 | 00h00

O jovem Bruno Bonfim, o Dentinho, classificou de ''''o jogo da vida'''' o duelo com o Figueirense, hoje, no Pacaembu. Sexta opção ofensiva do técnico Nelsinho Baptista, o garoto de 18 anos faz caminho inverso ao de outros atacantes surgidos na base corintiana, que subiram para ajudar o time e ganharam projeção. Já com algumas partidas no currículo, sem destaque, ele tenta provar hoje aos corintianos e ao treinador que pode ser importante e tem condições de seguir no profissional.Ciente da responsabilidade que lhe está sendo atribuída por virar o ''''salvador da pátria'''', num momento delicado do time no Campeonato Brasileiro, o jovem garante não ter medo. ''''É preciso ter personalidade. Mesmo que eu erre, não vou desistir e no outro lance vou acertar. É um jogo muito importante e vou procurar fazer de tudo para marcar gols'''', diz o jogador, que luta para apagar uma imagem de pé-frio.Nas outras duas vezes em que começou na equipe titular, o Corinthians amargou duas derrotas - para o Sport, no Recife (2 a 1), e contra o Atlético-MG, em Belo Horizonte (5 a 2). Mas salvou o time de derrota diante do Fluminense no primeiro turno ao entrar e marcar o gol de empate por 1 a 1.Para ele, a fama de ''''azarado'''' não passa de coincidência. E hoje confia em acabar com o rótulo com grande apresentação seguida de vitória. ''''É um jogo importante em que todos têm de estar tranqüilos. E, nesse, a bola vai estar do nosso lado'''', afirma, fazendo alusão à falta de sorte dos últimos confrontos, principalmente na derrota por 1 a 0 para o Náutico.BONS EXEMPLOSDentinho se define ''''um Finazzi das categorias de base''''. O exemplo é para mostrar que sempre foi artilheiro. ''''Marquei 18 gols no Paulista, pode olhar, está lá, escrito'''', ressalta.No profissional, porém, foram apenas dois e o anonimato ainda faz parte de seu cotidiano. Aproveitar as últimas rodadas, balançar as redes e salvar o time da queda viraram obsessão para se transformar em ídolo, como outros jovens vindos da base e que brilharam no Pacaembu, palco de hoje.Quem não se lembra de Casagrande diante do Gama-DF, em 1982? Entrou e fez quatro na goleada por 5 a 1. Cinco anos depois, Marcos Roberto entrou na fogueira diante do Palmeiras. Marcou um na vitória por 3 a 0.Mais recentemente, Ewerthon, Gil e Jô também não desapontaram no profissional. Bons exemplos para o otimista e falante Dentinho .

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