A imagem de Cruyff

Todas as comparações sobre Messi se dão com Maradona. O pé esquerdo, a chegada à Copa do Mundo precocemente e, principalmente, o gol de placa.

Prancheta do PVC, O Estado de S.Paulo

26 de dezembro de 2011 | 03h04

Lembra-se do gol de Messi contra o Getafe, pela Copa do Rey em 2007?

O gol espelho do mais bonito da história das Copas, de acordo com a eleição da Fifa, o marcado por Maradona contra a Inglaterra, nas quartas de final da Copa do Mundo de 1986.

Messi ainda não é Maradona, talvez nunca seja pela diferença dos carismas.

Mas, taticamente, nunca houve um jogador tão parecido quanto... Johan Cruyff.

No youtube, você pode recorrer aos melhores momentos de Real Madrid 0 x 5 Barcelona, temporada 1973/74, a primeira de Cruyff no Barça e o primeiro título espanhol da equipe catalã desde 1960.

Cruyff vai e vem da defesa. Posiciona-se como centroavante, percebe a chegada do zagueiro, volta para jogar às costas dos zagueiros.

Veste a camisa 9, de teórico centroavante. Na prática, é um ponta de lança idêntico a Messi de hoje.

Não guarda posição. Perto dos zagueiros, dá apenas a isca para que saiam da área ao seu encalço. Lá fora, como meia, arma e finaliza como grande craque que é.

Na história das Copas, o húngaro Hidegkuti já fazia essa função em 1954. Não ficou nos livros, papel destinado a Puskas.

A diferença atual é poder ver, pela internet, que Cruyff já fazia o que Messi faz hoje. O argentino com mais rapidez e, talvez, com a mesma maestria.

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