A mais democrática das modalidades é o atletismo

Praticado desde a Antiguidade, o atletismo codifica os movimentos naturais do ser humano

Amanda Romanelli, O Estado de S. Paulo

27 de março de 2013 | 13h30

SÃO PAULO - Você pode ser alto ou baixo. Gordo ou magro. Criança, jovem, idoso. Pouco importa sua idade, biotipo ou até uma deficiência física. O atletismo é o mais democrático dos esportes. “O atletismo é a codificação das habilidades motoras”, explica o técnico Neilton Moura, que trabalha com atletas profissionais na equipe BM&F Bovespa e dá aulas no Centro de Excelência Esportiva do Ibirapuera. Por isso, é chamado de esporte base.“O ser humano desenvolveu, ao longo dos milênios, as habilidades de correr, saltar, arremessar, lançar. Foi uma questão de sobrevivência.”

O primeiro registro do atletismo tem quase 3 mil anos. Em 776 a.C., Corebus de Elis venceu uma prova chamada stadion, nada mais do que uma corrida de 192 metros no estádio de Olímpia, na Grécia. Era a primeira edição dos Jogos da Antiguidade. Nas competições seguintes, outras provas foram surgindo, como o salto em distância, lançamentos de disco e dardo.

Leia Também

TÓPICO - Rio 2016

O atletismo chegou ao Brasil no fim do século 19. O clube Sogipa, de Porto Alegre, cujas raízes vêm da imigração alemã, é considerado o precursor no País ao promover a prática de corridas de forma recreativa. Em 1914, o atletismo passou a fazer parte dos esportes de competição, com o surgimento da Confederação Brasileira de Desportos (CBD).

Até hoje, a divisão do atletismo de competição, chamado de alto rendimento, e a prática por lazer ou manutenção da saúde, encontrada nas corridas de rua, é seguida. “Mas todo mundo pode experimentar correr com barreiras ou fazer um salto em distância”, diz Neilton Moura. É só procurar uma pista e começar a praticar.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.