A mamãe Kim Clijsters não esperava tanto

Após 2 anos fora das quadras para dar à luz Jada, belga ex-número 1 do mundo brilha nos EUA

NOVA YORK, O Estadao de S.Paulo

15 de setembro de 2009 | 00h00

A frase símbolo da campanha de Barack Obama à presidência dos Estados Unidos, "Yes, we can" (Sim, nós podemos), poderia resumir a história da tenista belga Kim Clijsters, que na noite de anteontem conquistou o US Open, em Nova York, ao derrotar a dinamarquesa Caroline Wozniacki por 7/5 e 6/3. Afinal, poucos acreditavam no potencial da atleta, que ficou dois anos ausente do circuito internacional para tratar de uma contusão e dar à luz Jada, atualmente com um ano e meio.

Clijsters já havia vencido no complexo de Flushing Meadows em 2005 e foi por isso que os organizadores do US Open decidiram lhe dar um wild card (convite). A belga não tinha ranking para participar do torneio, uma vez que só havia disputado duas competições desde seu retorno às quadras, há um mês. Não tinha um ponto sequer no ranking. Participou do Grand Slam americano mais para se testar. "Não era o que havia planejado (ganhar o US Open). Voltei para ver como seriam as coisas, recuperar sensações", admitiu.

Mas, uma vez na quadra, Clijsters começou a bater todas as adversárias. Na semifinal, protagonizou, sem querer, o momento mais constrangedor do evento ao tirar Serena Williams do sério com seu bom tênis. Inconformada com a marcação de uma bola fora nos pontos finais, a americana perdeu a compostura e soltou uma série de ameaças e palavrões ao árbitro. Perdeu ponto, o jogo e foi multada em US$ 10,5 mil pelo incidente, do qual se desculpou duas vezes (a última ontem).

A final contra Wosniacki, de 19 anos, exigiu jogo de cintura de Clijsters. Afinal seria a primeira vitória de uma dinamarquesa em um Grand Slam. Mas a belga contou com o incentivo de ver a filha Jada na arquibancada. A hora de dormir na menina foi atrasada para que ela pudesse acompanhar o feito da mãe. "Me ajudou muito o fato de o bebê estar aqui", admitiu. "A menina se divertiu e me ajudou a manter a concentração." Ontem, a jovem mãe, de 26 anos, comemorou a conquista ao lado da filha e do marido, Bryan Linch na Times Square. A última vez que uma mãe venceu o torneio foi em 1980, com a australiana Evonne Goolagong.

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