A missão do RJX é acabar com o jejum carioca

Contra o Sada Cruzeiro, o time tentará ser o primeiro do Rio a ganhar o título nacional masculino desde 1981

SÍLVIO BARSETTI / RIO, O Estado de S.Paulo

14 de abril de 2013 | 02h07

Há 33 anos o Rio de Janeiro não tem um time campeão nacional de vôlei masculino e esse jejum poderá acabar hoje, quando o RJX decidirá o título da Superliga com o Sada Cruzeiro, às 10h, no Maracanãzinho. A equipe carioca entrará na quadra com ligeiro favoritismo, já que fez melhor campanha na fase classificatória e vários de seus jogadores defendem a seleção brasileira. Além disso, contará com o apoio da maior parte da torcida que lotará o ginásio. O jogo terá transmissão das TVs Globo e Sportv.

A última conquista carioca ocorreu em 1981, quando o Atlântica/Boavista levantou a taça. Depois, os títulos se dividiram entre paulistas, catarinenses, gaúchos e mineiros, incluindo a edição do ano passado, que ficou com o Sada Cruzeiro, que hoje lutará pelo bicampeonato.

Para o técnico do RJX, Marcelo Fronckowiak, dispor de seis jogadores da seleção não representa nenhuma diferença em uma final decidida em apenas uma partida. "O Sada Cruzeiro tem um conjunto muito forte, é uma equipe muito bem entrosada, que mantém uma base faz bastante tempo."

Apesar do respeito ao rival, Marcelo acredita muito em seu time. Para ele, o RJX precisa ter hoje o mesmo comportamento da semifinal, em que esteve a ponto de ser derrotado pelo Vivo/Minas. "Saímos de uma situação difícil, conseguimos dar a volta por cima contra o Minas e isso nos deu mais moral."

O RJX foi criado há dois anos e conta com algumas estrelas do vôlei brasileiro, como o levantador Bruninho, o central Lucão e os ponteiros Dante e Thiago Alves, além do oposto Theo e do líbero Mário Júnior. Todos eles têm frequentado nos últimos tempos as listas de convocação do técnico da seleção, Bernardinho, que ainda comemora o título da Superliga feminina, obtido na semana passada em um jogo emocionante em que sua equipe, o Unilever, venceu por 3 sets a 2, de virada, o Sollys/Nestlé.

Um dos jogadores mais badalados do RJX, Dante, dono de três medalhas olímpicas, se diz tranquilo e pronto para uma nova decisão. "Não tem muito a ser feito além do que foi trabalhado durante a semana e ao longo de todo o campeonato. A nossa equipe está bem focada e concentrada. Claro que a ansiedade bate, mas não podemos deixar que isso atrapalhe." Ele acredita que o início da partida pode ser um indicador do que vai ocorrer no Maracanãzinho. "Quem errar menos e começar com mais controle, levará vantagem. Nós não podemos dar pontos de graça para o adversário."

Força coletiva. Com a pose de atual campeão, o Sada Cruzeiro conta apenas com um atleta que participou da campanha que rendeu ao Brasil a medalha de prata nos Jogos de Londres: o oposto Wallace. Mas ele não acredita que o maior número de jogadores da seleção dará vantagem ao time carioca na final. Wallace está convencido de que a força coletiva de sua equipe pode fazer a diferença no jogo de hoje.

"É natural enfrentar um time com tantos jogadores de alto nível. Ajuda um pouco o fato de conhecer o jeito e o estilo de jogo de cada um deles, mas estamos falando de uma final e é muito difícil que isso decida alguma coisa", declarou o oposto, jogador que era um dos reservas de luxo de Bernardinho nos Jogos de Londres e decidiu vários sets para o Brasil na competição.

O técnico do Sada Cruzeiro, Marcelo Mendez, embora ressalte o valor do adversário, não concorda com o favoritismo dos donos da casa e se diz confiante na busca pelo bicampeonato.

"O RJX é muito forte, foi formado para ser campeão, tem muitos jogadores de seleção brasileira, como o Dante, que é um fenômeno, centrais muito fortes, enfim, é um time de estrelas. Mas nós também estamos fortes e viemos ao Rio para conquistar outro título."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.