A natação é apenas uma das modalidades em piscinas na Olimpíada: há outras

Conheça mais quatro modalidades: poló aquático, saltos ornamentais, nado sincronizado e maratona aquática

Paulo Favero, O Estado de S. Paulo

26 de fevereiro de 2013 | 15h32

SÃO PAULO - Conheça mais quatro modalidades de competições que também são disputas em piscinas e nos Jogos Olímpicos.

POLO AQUÁTICO

A modalidade é disputada por duas equipes dentro da piscina, e o objetivo é fazer gol no adversário. É muito semelhante ao handebol, só que disputado na água. Com o comando de dois técnicos estrangeiros, as seleções brasileiras de polo aquático estão fazendo uma preparação para tentar um bom desempenho em 2016. No feminino, a técnica é a norte-americana Sandy Nitta, que ajudou a classificar a equipe para o Mundial de Esportes Aquáticos em Barcelona ao superar a Argentina na semifinal – na decisão, derrota para o Canadá. No masculino, o sérvio Mirko Blazevic levou os rapazes ao terceiro lugar no Pré-Mundial, resultado que não foi suficiente para a conquista da vaga. De qualquer forma, o trabalho está sendo feito para que nos Jogos do Rio as duas seleções consigam mostrar uma evolução.

SALTOS ORNAMENTAIS

De uma altura de 3 ou 10 metros acima do nível da piscina, os atletas dão giros no ar até cair na água, recebendo notas dos juízes por isso. Estes avaliam a destreza dos movimentos, a plasticidade e a técnica envolvida. Isso numa Olimpíada. Nos Mundiais de Esportes Aquáticos, existem as provas de trampolim de 1 metro. Nos Jogos de Londres, a China mostrou seu domínio na modalidade ao conquistar dez medalhas, sendo seis de ouro, três de prata a uma de bronze. Rússia e Estados Unidos também são fortes nos saltos. Para 2016, o Brasil iniciou um projeto que consiste na vinda de um treinador estrangeiro e na criação de uma seleção permanente. O gestor do projeto é o ex-saltador olímpico Fernando Telles Ribeiro.

NADO SINCRONIZADO

A competição leva em conta a beleza e plasticidade dos movimentos feitos pelas atletas dentro da piscina, que utilizam conceitos de dança e ginástica para sincronizar as ações. É praticado geralmente em duetos ou por equipes, e cada apresentação é embalada por música. Os juízes levam em conta criatividade, técnica e força para dar a pontuação, além de contabilizar os graus de dificuldades. A dupla Lara Teixeira e Nayara Figueira, que por pouco não se classificou para a final da modalidade nos Jogos de Londres, decidiu permanecer junta no próximo ciclo, e as duas têm esperança de levar o Brasil para uma classificação inédita no Rio. A confederação promoveu recentemente um intercâmbio com a seleção russa, considerada a melhor do mundo. Uma equipe brasileira também está sendo preparada.

MARATONA AQUÁTICA

A prova é disputada em águas abertas e realizada em grandes distâncias. Com isso, o atleta se depara com dificuldades que não existem nas piscinas, como correnteza, temperatura da água e baixa visibilidade. Nos campeonatos mundiais, as competições são de 5, 10 e 25 quilômetros. Já nos Jogos de Londres, apenas a prova de 10 km foi realizada. Para a disputa do Mundial de Esportes Aquáticos, em Barcelona, quatro atletas brasileiros já estão classificados: Allan do Carmo e Diogo Villarinho, no masculino, e Poliana Okimoto e Ana Marcela Cunha, no feminino, vão competir na Espanha. As mulheres têm mais chances de obter um bom resultado. Ana Marcela é a atual campeã mundial nos 25 km e Poliana venceu a Copa do Mundo em 2009.

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