José Patrício/AE
José Patrício/AE

A noite não era mesmo do Santos

Equipe da Vila Belmiro até joga bem e esteve em vantagem por duas vezes. O Coritiba estava impossível: 3 a 2

Paulo Galdieri, O Estado de S.Paulo

18 de agosto de 2011 | 00h00

Há uma semana, o Santos fez um clássico sonolento contra o Corinthians. O resultado só poderia ter sido mesmo o 0 a 0. Ontem, o Santos fez uma apresentação muito melhor, mas o resultado, 3 a 2 para o Coritiba com gol no fim do segundo tempo, foi um castigo.

Se no jogo contra o Corinthians o mais justo seria até uma "derrota dupla", pelo mau futebol de ambos, ontem o Santos perdeu num dia em que fez até por merecer a vitória.

O time mostrou que ainda pode ter um sopro de vida. No entanto, mostrou também que há muitos problemas que o impedem de, até agora, frequentar a parte de cima da tabela.

O maior deles parece ser a fragilidade que a defesa voltou a apresentar. Um incômodo que tinha acontecido no começo da temporada, que pareceu resolvido com a chegada de Muricy. Edu Dracena, Léo e Durval foram presas fáceis para a rapidez do Coritiba.

A falta de um meio de campo com maior poder de proteção ao sistema defensivo também tem ajudado a comprometer as atuações da zaga.

Prova disso foi a enxurrada de cartões amarelos que o Santos levou. Cinco, além de duas expulsões no segundo tempo.

O ataque parece ter acordado. Borges mostrou que quando tem com quem jogar ele faz gols importantes. Ontem marcou dois. Poderia ter feito o terceiro, de pênalti, porém desperdiçou a cobrança.

O retrato das dificuldades que o Santos tem tido ultimamente para se defender foi o lance do gol da virada do Coritiba, o terceiro. Léo Gago, um volante, carregou a bola sem ser incomodado. De fora da área bateu no canto de Rafael.

Outra grande preocupação para a torcida santista e, a longo prazo, até para a seleção brasileira, é que Paulo Henrique Ganso parece ter entrado num estado de letargia difícil de sair. Mais uma vez, Ganso não foi sombra do jogador habilidoso e decisivo que tantas vezes deu ao Santos a vitória e fez do time da Vila Belmiro um candidato a qualquer título que dispute.

O Santos se fia na confiança de que tem um elenco capaz de jogar bola o suficiente para não ficar nas últimas posições. Mas a cada rodada o time perde mais tempo para sair da situação ruim em que se encontra no Brasileiro. O problema é que daqui a pouco o Mundial vai tomar toda a atenção do clube. E aí, pode ser tarde demais.

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