Daniel Teixeira/AE
Daniel Teixeira/AE

A quarta geração dos Fittipaldi

Pietro, o neto de Emerson que tenta fazer carreira na Nascar, já lidera a divisão regional na Carolina do Norte

Alessandro Lucchetti, O Estado de S.Paulo

17 de agosto de 2011 | 00h00

Aos 14 anos, Pietro Fittipaldi, neto de Emerson, bicampeão da F-1 e campeão da Indy, já foi notícia algumas vezes. Parte de suas pequenas façanhas no kart, como a conquista do título norte-americano de Easy Kart, já foi divulgada. Agora, o mais destacado dos novos pilotos do clã volta a impressionar. Com três vitórias consecutivas em uma das divisões regionais da Limited Late Models, ele assumiu a liderança da competição, com 14 pontos de vantagem de 200 a disputar a quatro corridas do final.

Nascido em Miami, onde mora, mas com passaporte brasileiro, Pietro foi seduzido pelo automobilismo norte-americano, e orienta sua carreira em direção à Nascar. Ele diz que as corridas da F-1 não chegam a lhe dar sono, mas é atraído por categorias mais imprevisíveis. "Na F-1 tem duas equipes que correm para ganhar. Na Nascar tem várias. É bem mais competitiva."

Pietro diz que já esteve em umas cinco corridas de F-1. A história do avô, claro, o influenciou. Mas tiveram apelo ainda maior as andanças por autódromos dos EUA ao lado do tio Massimiliano Papis. O italiano, conhecido como "Mad Max", é um ex-piloto de várias categorias, incluindo a Indy, Nascar e F-1. Papis é casado com Tatiana Fittipaldi, irmã da mãe de Pietro, Juliana.

O circuito em que Pietro corre é sempre o mesmo, o Hickory Motor Speedway. Localizado na Carolina do Norte, o autódromo se promove com alguns slogans: "A Mais Famosa Pista Curta do Mundo" e "Berço das Estrelas da Nascar". É uma pista de pouco mais de um terço de milha (584,192 metros). A potência dos carros é de 420 cavalos.

Pietro, que pilota desde os 5 anos, quando ganhou um kart de presente, está aproveitando a chance de correr numa das melhores equipes do campeonato, a Lee Faulk Racing, que pretende ser um celeiro de talentos nos Estados Unidos.

Pietro já herdou parte dos patrocínios do avô, como o das baterias Moura. Ontem, ele foi a São Caetano do Sul, para tentar patrocínio da GM. Ele reconhece que pode ser cobrado por isso, e muitos talvez o vejam como mais um mauricinho das pistas, alguém beneficiado por um sobrenome famoso. "Acho que esse tipo de pressão é bom. A vida no automobilismo é feita de pressão. Lidar com ela desde novo é bom para me acostumar."

A família está investindo na carreira do garoto, que quer estar na principal divisão da Nascar, a Sprint Cup, daqui a quatro anos. Eles se mudaram de Miami para os arredores de Charlotte, para que ele não precise faltar muito à escola.

QUEM É

Pietro Fittipaldi

LÍDER DA LIMITED LATE MODELS

Jovem piloto de 14 anos é filho de Juliana, filha mais velha do casamento de Emerson com Maria Helena. É também sobrinho do piloto Max Papis

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