A sina de um artilheiro de poucas conquistas

Kléber Pereira precisa mais do que qualquer outro jogador do título paulista. Apesar de estar no 14º ano da carreira de profissional e o Santos ser o seu 10º clube, o atacante foi campeão apenas quatro vezes, todas pelo Atlético-PR, entre 2000 e 2002 - três estaduais e um brasileiro.O artilheiro foi eleito o maior vilão do primeiro jogo da decisão estadual. Ouviu vaias ao ser substituído por Roni, no fim do jogo de domingo. Durante os minutos em que esteve em campo, fez o papel de anti-herói. Perdeu quatro oportunidades claras de gol, errou passes curtos, colocou-se inúmeras vezes em impedimento e ainda perdeu a bola no lance que deu origem ao primeiro gol de Ronaldo."Vou trabalhar a cabeça de Kléber Pereira porque preciso dele inteiro no domingo", disse Vágner Mancini, amargurado pela derrota por 3 a 1, na Vila. Os gols perdidos por Kléber Pereira foram remoídos até ontem. Agora, o artilheiro voltou a ser o fio de esperança para retomar um título quase perdido.Dos nove clubes pelos quais passou até chegar ao Santos, em julho de 2007, Kléber Pereira foi vencedor apenas no Atlético-PR: tri estadual entre 2000 e 2002 e brasileiro de 2001. "Não fui só eu o responsável pela grande fase. Naqueles anos, o Atlético tinha grandes atacantes", diz o matador santista, referindo-se a Adriano, Lucas, Kléberson, Kelly, Alex Mineiro e Dagoberto. Na conquista do Brasileiro, dividiu com Alex Mineiro a artilharia da competição. Ambos fizeram 17 gols.No domingo, Kléber Pereira fará o 110º jogo pelo Santos, clube pelo qual tem 71 gols. "Fiquei muito tempo fora do Brasil (cerca de 4 anos, no México) e voltei pra ganhar um título", disse, ao chegar à Vila. Agora, tem a seus pés a realização de um sonho.

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