''A torcida santista queria mais de mim''

Contratado pelo Santos do Guarani no início de 2006 como aposta de Vanderlei Luxemburgo, Jonas chegou a ser comparado ao ex-palmeirense Evair pelo técnico. Com quatro gols nos primeiros cinco jogos, o atacante chamou a atenção da torcida até que uma lesão no joelho o deixou afastado por seis meses. Na volta, amargou a reserva por um ano até ser dispensado. Três anos depois de deixar o Santos pela porta dos fundos, Jonas volta à Vila Belmiro hoje, às 19h30 horas, provocando calafrios na torcida santista.

Bruno Deiro, O Estado de S.Paulo

13 de novembro de 2010 | 00h00

Com 21 gols e a artilharia do Campeonato Brasileiro praticamente garantida, o atacante do Grêmio marcou 40 na temporada e briga com o santista Neymar (que tem 38) pelo posto de maior goleador do Brasil em 2010. Não bastasse a grande fase, Jonas ainda garante que a Vila Belmiro lhe traz sorte. Em entrevista ao Estado ontem, na chegada a Congonhas, ele falou sobre a enxurrada de gols que vem fazendo, a passagem pelo Santos e o desejo de reencontrar Mano Menezes na seleção.

Você tem 21 gols no Brasileiro e os segundos na artilharia (Neymar e Bruno César) têm apenas 13. O que explica esta distância?

Tem a ver com o modo como estou focado em meus objetivos pessoais. Tenho encarado o Campeonato Brasileiro como 38 finais para mim. Espero fazer ainda mais nas quatro rodadas que restam.

O que você fez de diferente em relação às últimas temporadas?

Queria fazer um ano diferente, brigar por artilharia, apesar de ter feito também muitos gols no ano passado. Desde a pré-temporada tenho me esforçado bastante por este objetivo e vou manter isso até o fim.

Como é a sua relação com a torcida do Grêmio? Você acha que a desconfiança acabou?

É excelente, onde eu vou em Porto Alegre recebo um carinho enorme dos torcedores. Eles pedem mais gols.

A Vila Belmiro te traz recordações positivas de sua passagem pelo Santos, em 2006?

É um lugar que me traz boas lembranças e costumo ter sorte lá. O Santos é um clube que me abriu as portas quando eu estava no Guarani. Deixei muitas amizades por lá, até por tudo o que eu passei no clube.

Você acha que hoje, com a artilharia no Brasileiro, a torcida do Santos lamenta que o clube não tenha apostado mais em você?

Tive um começo muito bom daquela vez, a torcida do Santos estava confiante no meu trabalho nos primeiros jogos. Mas depois sofri uma lesão muito séria e, quando voltei, tive dificuldades para repetir as boas atuações. Senti que a torcida esperava mais de mim e não consegui corresponder.

Existe alguma receita para surpreender o Santos, que tem tropeçado jogando na Vila?

Sei como é difícil jogar na Vila, ainda mais contra este Santos, que foi a sensação do primeiro turno. Nós é que precisamos do resultado, pois eles não têm tanta pressão por já estarem na Libertadores do ano que vem.

No ano passado, o maior artilheiro do Brasil foi Diego Tardelli, do Atlético-MG, que acabou na seleção e por pouco não foi para a última Copa. Você acha que está seguindo este caminho?

Deixo isso para quem estiver lá decidir. Sigo com tranquilidade, já tive a oportunidade de trabalhar com o Mano Menezes (na primeira passagem pelo Grêmio, em 2007). Lembro que ele foi um grande treinador no Grêmio.

A relação de vocês era boa? Dá mais esperança de ser convocado por já ter trabalhado com ele?

Foram apenas três meses, mas tivemos uma boa relação profissional. Se eu tiver a oportunidade de trabalhar com ele de novo, será muito bom. E se for na seleção brasileira, então, será maravilhoso.

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