A última esperança de medalha para o Brasil

Campeã olímpica do salto em distância, Maurren Maggi busca alcançar o pódio hoje, no desfecho do evento

BERLIM, O Estadao de S.Paulo

23 de agosto de 2009 | 00h00

A prova do salto em distância feminino abre hoje, às 11h15 (de Brasília), o último dia de competições no Estádio Olímpico de Berlim. Mas, para o Brasil, será a despedida do Mundial - a disputa trará suas duas últimas finalistas no torneio, Maurren Higa Maggi e Keila Costa.As esperanças do País pela primeira medalha feminina recaem sobre os saltos de Maurren. Campeã olímpica em Pequim há 366 dias, quando conquistou o inédito ouro em provas individuais, a saltadora não teve, este ano, desempenho tão animador como em 2008. Mas garante estar competitiva para tentar um lugar no pódio.Maurren chegou a Berlim como uma incógnita até para suas principais adversárias - a portuguesa Naide Gomes, a russa Tatyana Lebedeva e a americana Brittney Reese. Competiu apenas cinco vezes em 2009 para poupar o joelho direito. Até agora, sua melhor marca foi conquistada em maio, no GP de Doha, com 6,90 m. Reese chegou aos 7,06 m - salto que a coloca como líder do ranking mundial - no GP Brasil, em Belém, no mesmo mês. "O objetivo era o Mundial e todo o nosso trabalho foi feito pensando nele", argumentou o técnico Nélio Moura.A última competição de Maurren antes do torneio mais importante do ano foi o Troféu Brasil, em junho, no Rio, em que perdeu a final do salto em distância para a companheira Keila Costa. Em Berlim, Maurren evitou contato com a imprensa e não colocou os pés no histórico Estádio Olímpico até anteontem, quando entrou na pista para disputar a qualificação. No primeiro salto, garantiu os 6,68 m que a levaram à final. Ano passado, em Pequim, chegou à decisão com marca mais intimidadora: 6,79 m. Disse, porém, ter feito saltos de segurança. "A classificação é mais difícil que a final. Agora, tudo pode acontecer", afirmou.Este é o quarto Mundial de Maurren. Em 1999, aos 23 anos, disputou o torneio de Sevilha - foi à Espanha com a melhor marca do mundo daquele ano, 7,26 m, mas ficou na 8ª posição. Em Edmonton/2001, foi 7ª. Por causa do doping, ficou fora dos Mundiais em 2003 (Paris) e 2005 (Helsinque). Após a suspensão de dois anos e a gravidez da filha Sophia, Maurren voltou às competições. Em Osaka/2007, ficou no 6º lugar e, no ano seguinte, encontrou a glória em Pequim, festa de um ano atrás que a brasileira não quer encerrar hoje.

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