Abertura da Paralimpíada tem Hawking e rainha

Com o nome de 'Esclarecimento' , espetáculo teve show aéreo, centenas de atores e muita emoção

VALÉRIA ZUKERAN, Agência Estado

29 de agosto de 2012 | 20h30

LONDRES - Uma festa com muitas luzes, casa cheia e a presença da família real marcou a cerimônia de abertura da Paralimpíada de Londres, nesta quarta-feira. O espaço foi tema principal da festa, que primou pelo uso de luzes de led e de fogos, além de inúmeros objetos e pessoas suspensas no ar.

A festa contou com a presença do cadeirante mais ilustre da Inglaterra, o físico Stephen Hawking. "Por mais difícil que a vida possa ser, sempre há algo que se pode fazer e ser bem sucedido" relembra o pensador, que mesmo com esclerose lateral amiotrófica, uma doença que gradativamente afeta os movimentos, é considerado uma das mentes criativas mais importantes da atualidade.

O centro do Estádio Olímpico tornou-se, por alguns instantes, uma reprodução do espaço para, depois, incorporar um objeto muito típico londrino: o guarda-chuva, indispensável em um local de clima bastante instável.

A rainha Elizabeth II fez sua aparição pública precedendo a entrada da bandeira britânica conduzida por integrantes das forças armadas. A escolha de militares remeteu a uma referência histórica, pois foi em um hospital britânico, para atender veteranos da Segunda Guerra Mundial com lesões de coluna, que surgiu o movimento paralímpico.

No desfile das delegações o Brasil deu um show à parte. Comandados pelo nadador Daniel Dias o grupo foi um maiores no desfile de abertura. A festa foi ainda maior na entrada da orgulhosa equipe britânica.

A bandeira paralímpica foi conduzida por cadeirantes após os discursos do presidente do Comitê Organizador Local (COL), Sebastian Coe, e do presidente do Comitê Paralímpico Internacional (CPI) sir Phillip Craven, a festa teve seu reinício com muita luz e textos declamados pelo ator Ian Mckellen.

O revezamento final da tocha iniciou com a chegada pelo ar do ex-mariner e triatleta paralímpico Joe Townsend, que fez revezamento com o jogador de futebol de cinco David Clarke, que passou para a ex-arqueira Margareth Maughan, medalha de ouro na primeira edição da Paralimpíada, em Roma/1960. Ela teve a honra de ascender o fogo na pira, a mesma da Olimpíada. A festa terminou com um clássico da música disco, "I am what I am", cuja letra incentiva a aceitação das diferenças.

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