Abertura do Pan de Toronto terá brasileiro do Cirque du Soleil

Abertura do Pan de Toronto terá brasileiro do Cirque du Soleil

Renomada companhia canadense será responsável pela cerimônia

Nathalia Garcia, enviada especial a Toronto, O Estado de S. Paulo

10 de julho de 2015 | 07h00

O mistério sobre a cerimônia de abertura dos Jogos Pan-Americanos só será revelado nesta sexta-feira, a partir das 21h (de Brasília). Para quem vai ao Rogers Centre, a festa começa mais cedo. A expectativa é por um espetáculo memorável. Isso porque o show foi produzido pelo Cirque du Soleil, renomada companhia canadense que ganhou fama por suas belas produções artísticas e efeitos especiais. O aspecto multicultural também é uma marca do grupo, com artistas de muitos países, como o brasileiro Wellington Lima.

"Estou super ansioso para representar bem o Brasil nesse evento. É uma honra sem igual para mim", conta. E ele sabe das suas responsabilidades. "Um dos diretores falou que cada abertura dos Jogos é como uma competição, é uma oportunidade única de dar o seu melhor naquele tempo, não vai ter outra oportunidade." 

O brasileiro, que se apresenta atualmente no espetáculo "Michel Jackson One", em Las Vegas, foi "alugado" para o evento e desde janeiro deste ano tem intercalado suas responsabilidades nos Estados Unidos com a preparação especial para a cerimônia de abertura. Os encontros ocorreram cerca de uma vez por mês, e o tempo de duração dos ensaios variou de acordo com as necessidades, sendo em tempo integral ou meio período. Além de Toronto, os artistas também usaram Montreal como base.

Conhecido no meio artístico por suas performances no trampolim de parede, Wellington não revela detalhes de sua participação. A única garantia dada por ele é que os espectadores poderão conhecer um pouco mais sobre a capoeira. "Não tem uma maneira melhor do que através das minhas raízes", exalta. Ele também dá aula de capoeira em seu tempo livre e é por meio dela que ele mantém sua ligação com Recife, sua terra natal.

De origem humilde, Lima chegou a vender pipoca e picolé no centro da cidade pernambucana. Sua entrada na vida artística teve início com a capoeira. Mais tarde, investiu no trampolim acrobático, popularmente conhecido como cama elástica, e chegou a ser campeão brasileiro na modalidade em 1997. Ele atuou como professor de acrobacia na Escola Pernambucana de Circo e trabalhou no Grande Circo Popular do Brasil, do ator Marcos Frota.

Essa pluralidade abriu as portas para a mudança completa em sua vida há 17 anos, quando foi aprovado em uma audição do Cirque de Soleil. Sua estreia foi no "La Nuba", em Orlando, depois foi chamado para o "Dralion". Em Las Vegas, participou do "Viva Elvis" antes do show sobre o "Rei da Música Pop", no Mandala Bay Resort e Cassino. Wellington Lima torce para encontrar os atletas brasileiros no palco da cerimônia, localizado ao lado da CN Tower, cartão-postal de Toronto. "Espero que dê certo, quero poder dar um alô para o pessoal. Serão cinco mil atletas ao redor da arena enquanto a gente vai fazer o que tem que fazer." 

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