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Acabou a era dourada do time de galácticos

Real Madrid, o maior comprador do mundo, inicia temporada 2008/09 sem conseguir contratar nenhum grande astro do universo futebolístico

O Estadao de S.Paulo

14 de setembro de 2008 | 00h00

O que Zidane, Ronaldo, Figo, Beckham, Owen, Robinho, Cannavaro e Saviola têm em comum? Todos são astros do futebol mundial, têm conta bancária de fazer inveja em grandes executivos e jogaram no Real Madrid. Não por acaso, há pouco tempo a imprensa e torcedores rotularam o elenco espanhol de galáctico. Os galácticos, no entanto, fazem parte do passado. Na última janela de transferências, o Real não fez nenhuma contratação de impacto, algo raríssimo desde a década de 1990. E ainda perdeu um de seus jogadores mais badalados, o atacante Robinho, que se transferiu para o modesto Manchester City, da Inglaterra, por 40 milhões.O único atleta que chegou ao Santiago Bernabéu para o Campeonato Espanhol e a Copa dos Campeões da Europa está longe de ser uma estrela. Trata-se do holandês Van der Vart, que atuava no Hamburgo, agremiação média da Alemanha. É um fenômeno que chama mais atenção no Real Madrid, que sempre gasta milhões de euros de forma desmedida, mas atinge outros clubes da Espanha, como o próprio Barcelona. "O futebol espanhol hoje perde para o inglês", afirma José Vicente, jornalista da Rádio Onda Madrid. "Os investimentos na Inglaterra atualmente são maiores", prossegue Vicente, referindo-se à compra de clubes da Inglaterra por parte de grandes grupos, como ocorreu com o Chelsea - comandado pelo russo Roman Abramovich - e com o Manchester City, recém-administrado por empresários dos Emirados Árabes.O Real bem que tentou assinar com alguns astros. O principal, Cristiano Ronaldo, ficou no Manchester United. David Villa não quis deixar o Valencia. Robinho preferiu ir embora. No fim, o único foi Van der Vart. Outra pergunta: por que muitos jogadores estão recusando a poderosa equipe de Madri? A falta de organização no elenco, a pouca privacidade e a guerra de vaidades entre atletas assustam, dizem jornalistas que acompanham o dia-a-dia do clube. Apesar dos investimentos milionários, o Real não conseguiu resultados expressivos nas últimas temporadas em competições internacionais. É o atual bicampeão espanhol, pouco para as pretensões de seus dirigentes. "Diz-se que o Real Madrid compra caro e vende barato, o que é correto", analisa o comentarista espanhol Santiago Siguero. "Agora o clube inverteu essa tendência."Para acabar com a gastança promovida por seu antecessor Florentino Pérez, o atual presidente Ramón Calderón não abre mais o cofre, lembra Siguero.Ontem, foram três jogos pela 2ª rodada do campeonato: Barcelona 1 x 1 Racing, Valladolid 2 x 1 Atlético Madrid e Sevilla 4 x 3 Sporting Gijón - jogo que teve um 1º tempo eletrizante, que terminou empatado por 3 a 3.

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