Acabou o ano

Grand Prix

Reginaldo Leme, O Estadao de S.Paulo

12 de dezembro de 2008 | 00h00

Com as finais da Stock Car e da Fórmula-Truck no último fim de semana, está encerrado o ano automobilístico. Corrida, agora, só em janeiro, começando pelo GP Cidade de São Paulo no dia 25, parte das comemorações do aniversário da capital paulista. Este 2008 foi marcado por uma disputa bem acirrada na Fórmula-1, com decisão apenas na última corrida e o título nas mãos de Lewis Hamilton com um ano de atraso. Conquista até merecida, mas menos do que se tivesse acontecido no ano passado. Fora da Fórmula-1, as corridas mais tradicionais são a "24 Horas de Le Mans" e a "500 Milhas de Indianápolis". Em Le Mans a Audi manteve sua invencibilidade pelo oitavo ano consecutivo, desta vez com o trio Alan McNish, Rinaldo Capello e Tom Kristensen. O paranaense Ricardo Zonta chegou em 3º lugar, melhor colocação de um brasileiro desde o 2º de Raul Boesel em 91. Na Indy deu Scott Dixon nas 500 Milhas e também no campeonato, que teve Helinho Castroneves como vice-campeão e Tony Kanann em 3º lugar. Outros cinco brasileiros correram na categoria americana este ano: Vitor Meira (13º), Bruno Junqueira (20º), Mário Morais (21º), Enrique Bernoldi (22º) e Jaime Câmara (23º). Na Indy Lights o automobilismo norte-americano conheceu um novo brasileiro campeão - o mineiro Rafael Mattos conquistou o título. Na Europa, o campeonato mais importante depois da F1 é o da GP-2, por ser a última categoria de acesso. Bruno Senna lutou pelo título, mas terminou o ano como vice (o campeão é o italiano Giorgio Pantano). Lucas di Grassi foi o 3º colocado, um ponto atrás de Bruno. Os dois ganharam corridas e uma delas, a de Mônaco, ganha por Bruno, virou notícia no mundo todo por ter sido a primeira vitória de um piloto brasileiro neste circuito 15 anos depois da última de Ayrton Senna, o tio, e pela coincidência da data - ambas em um 23 de maio. Também participaram da GP-2 Diego Nunes, Alberto Valério e Carlos Iaconelli, mas por equipes menos competitivas. Um destaque na Fórmula-Renault inglesa foi Adriano Buzaid, 3º colocado, que é o melhor resultado de um brasileiro desde o título de Antonio Pizzonia em 99.No automobilismo brasileiro, o ano foi de Wellington Cirino na Fórmula-Truck, vencedor da decisão contra Geraldo Piquet na final. Nelson Merlo foi campeão na Fórmula-3; José Córdova, na Clio: a dupla Xandy Negrão-Andreas Matheis garantiu o bi na GT-3 e Miguel Paludo surpreendeu Constantino Júnior, prejudicado por um acidente triplo na última curva da última volta da última corrida da Porsche Cup. Na Stock Light, que agora se chama Copa Vicar, o campeão foi Fábio Carreira e na Stock Jr, Lucas Finger. A Copa Nextel Stock Car estreou novas regras, nova marca de pneu e um grid menor, de 34 carros, além da novidade de uma corrida com prêmio de 1 milhão de dólares. Duas equipes se destacaram no ano, ambas comandadas por Andreas Matheis. Uma delas ficou com o título, com Ricardo Mauricio, e a outra garantiu o vice para Marcos Gomes, além de ter vencido a Corrida do Milhão com Valdeno Brito. Ricardo Maurico, aos 29 anos de idade e uma longa carreira que inclui sete anos de Europa, foi o piloto que mais venceu corridas (5). O campeão e o vice Marcos Gomes tiveram uma disputa tão acirrada que, se valessem todos os pontos conquistados, desprezando-se o playoff, eles teriam terminado o ano com o mesmo número de pontos - 196 cada um.

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