Acidente com piloto mexicano assusta e faz lembrar 1994

Internado sem lesões graves, Sergio Perez bateu na curva em que austríaco se chocou após morte de Ayrton Senna

, O Estado de S.Paulo

29 de maio de 2011 | 00h00

No dia 12 de maio de 1994, no primeiro treino livre do GP de Mônaco, o austríaco Karl Wendlinger, da Sauber, perdeu o controle do carro na freada depois do túnel e colidiu com violência na barreira de pneus instalada em frente ao canteiro de árvores na reduzida área de escape.

Ontem, 17 anos mais tarde, outro piloto da Sauber, o mexicano Sérgio Perez, de 21 anos, sofreu acidente de dinâmica bastante parecida com o de Wendlinger.

O austríaco entrou em coma e, apesar de ter voltado a correr, nunca mais foi o mesmo, tanto que a carreira acabou pouco tempo depois. Já Perez passou a noite em observação no Hospital Grace, em Mônaco, e não foi diagnosticada nenhuma lesão óssea ou neurológica. O que explica essa diferença de consequências entre um e outro acidente?

A resposta, básica, é que a Fórmula 1 literalmente acordou para a segurança. "Quando penso como corríamos e vejo o que está a nossa disposição hoje, me impressiono", disse, ontem, Michael Schumacher, presente naquela corrida de 94, que venceu.

Exemplos do avanço da tecnologia: o capacete de Perez passa por testes estruturais muito mais rígidos, o cockpit do carro envolve muito mais o piloto e possui material capaz de absorver energia dos impactos.

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