Acidentes fatais marcam prova

Desde sua criação em 1979, o Rali Dacar registrou 47 mortes. Por isso, a prova passou a ser chamada de Rali da Morte. Duas dessas mortes foram por causa de conflitos políticos entre países africanos. Em 1991, o francês Charles Cabannes, do caminhão de assistência da Citroën, morreu ao ser atingido por disparos, em Mali, durante a 9.ª etapa. A morte foi relacionada com os desentendimentos entre o exército malinês e os tuaregues, tribos nômades que moram no deserto do Saara. Duas etapas seguintes foram canceladas. Em 1996, o caminhão do piloto francês Laurent Guéguen explodiu ao passar sobre uma mina colocada pelo exército marroquino, que, na época, estava em confronto com a Frente Polisário, um movimento rebelde político e militar do Saara Ocidental. Outras seis edições também sofreram ameaças de cancelamento: 1992, 1993, 1997, 2000, 2004 e 2007. No ano passado, um grupo rebelde argelino ligado à Al-Qaeda obrigou os organizadores do Dacar a cancelar duas etapas em Mali.

O Estadao de S.Paulo

04 de janeiro de 2008 | 00h00

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