Acosta corre atrás da condição de ídolo

Principal contratação do Corinthians para 2008, uruguaio vem tendo desempenho irregular

Martín Fernandez, O Estadao de S.Paulo

26 de janeiro de 2008 | 00h00

Chegou a primeira decisão do ano para Acosta. Aos 30 anos, o meia-atacante uruguaio vai disputar seu primeiro clássico com a camisa do Corinthians. Do outro lado, nada menos do que o São Paulo, atual bicampeão brasileiro, adversário que o camisa 10 corintiano conhece bem, por tê-lo enfrentado duas vezes em 2007.No ano passado, quando ainda defendia o Náutico, Acosta viveu situações opostas em jogos contra o São Paulo. Na terceira rodada do Campeonato Brasileiro, o uruguaio comandou seu time e anotou o gol da vitória por 1 a 0. No segundo turno, tudo ao contrário. O Náutico perdeu por 5 a 0 - e quatro gols saíram depois que Acosta foi expulso, ao se desentender com Souza. "Clássicos são os melhores jogos para se disputar", diz o gringo. "Ainda estou longe de estar 100% fisicamente, mas espero poder ajudar o time na partida. Não vejo a hora de jogar." Acosta tem atuado como segundo atacante, mais próximo do ataque do que do meio-de-campo, diferentemente do que fazia no Náutico - quando era o jogador mais adiantado do time do técnico Roberto Fernandes.Entre as 14 contratações que o Corinthians fez para 2008, a de Acosta foi a mais importante. Diferentemente dos demais reforços que chegaram ao Parque São Jorge, o uruguaio teve seus direitos disputado por outros clubes - até mesmo o do Morumbi. "Tive proposta do São Paulo, do Santos, mas preferi vir para o Corinthians", disse ao chegar o candidato a ídolo.Até aqui, as atuações de Acosta foram irregulares. Foi bem na estréia, contra o Guarani, quando deu uma assistência, e saiu vaiado na segunda partida do ano, diante do São Caetano, na qual até gol contra marcou. Na última quarta-feira, a redenção: gol de letra em cima do Paulista, na vitória por 2 a 0. "Foi bom para tirar a pressão, trabalhar mais tranqüilo", declarou.A exemplo do que fez Felipe, Acosta tratou de minimizar rivalidades particulares. "O jogo vai ser entre Corinthians e São Paulo, não entre Acosta e Adriano", afirmou, referindo-se ao duelo entre os camisas 10. "Não vai ser Felipe contra Rogério", já havia adiantado o goleiro corintiano. Fora de campo, Acosta enfrentou outro problema na semana passada. O presidente do Náutico, Maurício Cardoso, esteve em São Paulo para cobrar o jogador, que deixou o clube após ter recebido um adiantamento. Acosta teria prometido pagar R$ 130 mil a seu ex-clube.

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