Gaspar Nobrega/CBB
Gaspar Nobrega/CBB

Adepto a 'estilo Magnano', Alex não teme Kobe e LeBron

Ala da seleção confia no forte marcação implantada pelo técnico argentino para brilhar em Londres

Agência Estado, AE

25 de julho de 2012 | 11h03

LONDRES - O estilo de jogo imposto por Rubén Magnano mudou completamente a forma de jogar da seleção brasileira masculina de basquete. E talvez nenhum jogador tenha se adaptado tão bem a esse novo padrão quanto o ala Alex. O jogador do Brasília diz adorar marcar. E o argentino não tem vergonha de priorizar os esquemas defensivos.

"Quando o Rubén Magnano assumiu, ficou claro esse papel para mim (de marcador), e é o que gosto de fazer, o que me dá mais prazer dentro de quadra", comentou Alex, nesta quarta-feira, 25, já em Londres.

Ele, porém, não esquece da importância de jogar com agressividade, sem medo do adversário. "Na hora que estou com a bola na mão, tenho que garantir o meu. Vejo assim sendo Kobe Bryant, LeBron James ou algum jogador da Nigéria e Nova Zelândia, só para citar duas equipes que enfrentamos. Penso sempre em ir para cima, garantir o meu. Estou defendendo a pátria, muita gente depende do que estou fazendo dentro de quadra, e nessa hora não se poder ter respeito."

O ala acredita que o jeito Magnano de trabalhar está levando a seleção brasileira de basquete a um novo patamar. "O estilo de jogo que temos agora é ele completamente. Sabemos que o Rubén gosta que saia da defesa para o ataque, e não que se dê mais atenção ao ofensivo, como era antes. Se tivermos uma boa defesa, rebote dominante e sairmos rápido para o contra-ataque, pontuamos mais facilmente", analisou Alex.

Na avaliação dele, a experiência do treinador também será importante para o grupo em Londres. De toda a delegação, só Magnano e o assistente Demétrius já estiveram em uma Olimpíada. Para todos os 12 jogadores, a experiência é uma novidade.

"É sempre importante escutar quem já vivenciou uma Olimpíada. Nós temos dois Jogos Pan-Americanos, sabemos basicamente como funciona uma Vila Olímpica e que se não focarmos, isso pode atrapalhar o rendimento dentro de quadra. A ansiedade é enorme, mas só até a bola subir. Depois de vivenciar a emoção da Cerimônia de Abertura, que é a que mais espero, tudo passa e os jogos passam a ser como outros jogos", opina o ala, que está na seleção há 12 anos.

O Brasil estreia em Londres jogando domingo, às 7h15, contra a Austrália, adversário que bateu sem grandes dificuldades no último amistoso antes dos Jogos Olímpicos.

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