Adeus ao Pan de recordes

Depois de duas semanas de disputas, termina a competição em que o Brasil teve seu melhor desempenho

O Estadao de S.Paulo

07 de julho de 2030 | 00h00

Foi bonita a festa no Maracanã, no encerramento da 15.ª edição dos Jogos Pan-Americanos. O presidente Lula não compareceu, ao contrário do que havia acontecido na abertura, na sexta-feira 13, mas mesmo assim recebeu vaia ao ter seu nome mencionado - só uma vez - em mais de duas horas de cerimônia. Houve ritmos e mitos brasileiros, para animar um público não muito empolgado, mas também apresentação de Mariachis, referência a Guadalajara, sede da competição de 2011.A maratona esportiva das Américas não teve alto nível técnico, e como sempre ficou bem aquém de Olimpíadas. De qualquer forma, as duas semanas de disputas, em diversos pontos da cidade do Rio de Janeiro, foram importantes para a auto-estima do Brasil.A delegação do país anfitrião teve o melhor desempenho da história, e seus atletas voltam amealharam 54 medalhas de ouro, 40 de prata, 67 de bronze. As 161 condecorações deixaram os brasileiros em 3º lugar, atrás dos favoritos Estados Unidos e Cuba. Mesmo assim, houve evolução em relação à campanha de Santo Domingo, quatro anos atrás. Na República Dominicana, foram 29 medalhas de ouro, contra as mesmas 40 de prata e 54 de bronze.O recorde teve contribuição decisiva de Thiago Pereira, com 6 ouros na natação, além de ginástica, atletismo, iatismo e diversas outras modalidades. O boxe quebrou jejum de 44 anos sem ocupar o ponto mais alto do pódio, a esgrima ganhou medalhas (três bronzes) depois de 32 anos de espera e o vôlei masculino recuperou a hegemonia nas Américas, após 24 anos de tentativas. O Pan também foi marcante para Hugo Hoyama, veterano participante, que chegou a 9 de ouros no tênis de mesa (14 no total). Nenhum atleta brasileiro possui a marca de ouros desse paulista de 38 anos.Os números expressivos, porém, não transformam o Brasil em potência esportiva. Alguns campeões devem brilhar também na Olimpíada de Pequim, em 2008, mas serão exceção. O Rio se esforçou para mostrar eficiência e simpatia. No entanto, a meta de hospedar os Jogos de 2016 ainda parece distante.

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