Christof Stache|AFP
Christof Stache|AFP

Adidas exige mais informações sobre reforma da IAAF

Empresa alemão, por enquanto, não rompeu acordo de patrocínio

Estadão Conteúdo

25 de janeiro de 2016 | 11h34

A Adidas, um dos principais patrocinadores do atletismo mundial, está em "contato próximo" com a Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF, na sigla em inglês), sobre os escândalos de doping e corrupção no esporte, declarou nesta segunda-feira a empresa de material esportivo, em meio aos relatos de que estaria considerando encerrar seu acordo.

"Adidas tem uma política clara antidoping", disse a empresa alemã. "Estamos em contato próximo com a IAAF para saber mais sobre o seu processo de reforma", acrescentou. "Todos os patrocinadores e parceiros estão envolvidos em nosso processo de reforma", declarou a IAAF.

Uma reportagem da BBC afirmou que a Adidas havia dito à IAAF que vai encerrar seu contrato de patrocínio de quatro anos antes do previsto por causa dos casos de doping envolvendo o atletismo russo e das acusações de corrupção profundamente enraizada na gestão anterior da IAAF.

No início deste mês, uma investigação da Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) afirmou que a IAAF foi corrompida em seu interior por um "poderoso grupo de malfeitores" chefiado pelo seu presidente anterior, Lamine Diack, que conspirou para extorquir atletas, permitindo que russos flagrados em exames antidoping continuassem competindo.

Outros dirigentes da IAAF também cometeram delitos, disse o relatório condenatório da Wada. Eles tinham conhecimento do nepotismo de Lamine Diack que permitiu transformar a IAAF em um feudo pessoal durante o seu reinado de 16 anos como presidente.

Uma questão fundamental levantada pelo relatório é que a alegada corrupção sob Diack ia além da extorsão de atletas dopados e atingiu outras áreas da IAAF. Investigadores da Wada defenderam uma investigação detalhada sobre a definição das sedes do Mundial de Atletismo entre 2009 e 2019, devido à evidência que eles encontraram possíveis irregularidades. Isso incluiu uma indicação de que Diack, um ex-membro do COI, vendeu seu voto no processo de escolha da sede da Olimpíada para a candidatura de Tóquio em troca de patrocínio de eventos da IAAF.

Diack foi levado em custódia por autoridades francesas em novembro por acusações de corrupção e lavagem de dinheiro. Ele é suspeito de receber mais de 1 milhão de euros (mais de R$ 4,4 milhões) por chantagens e encobrimentos de resultados positivos em exames antidoping.

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