Adilson Batista aumenta espaço para Defederico e Edu

Esquecidos por Mano ganham atenção do novo treinador e meia pode ressurgir no clássico contra Palmeiras

Bruno Deiro, O Estado de S.Paulo

29 de julho de 2010 | 00h00

Adilson Batista elegeu a reabilitação dos "esquecidos" por Mano Menezes como seu primeiro desafio no Corinthians. Ontem, observou de perto Defederico e Edu, dois dos descontentes pelo pouco aproveitamento que vinham tendo no elenco. Para o clássico de domingo, contra o Palmeiras, Defederico pode ser o primeiro a ganhar chance com o novo técnico. A expulsão de Dentinho na vitória sobre o Guarani (3 a 1, no Pacaembu) é a brecha para que Adilson teste o meia argentino. No treino tático de ontem, Defederico conseguiu bom aproveitamento jogando mais avançado, pela direita.

Já Edu, que foi companheiro de Adilson Batista no próprio Corinthians, há dez anos, ainda deve esperar um pouco mais. Mas, ontem, mostrou boa movimentação e treinou com o meio-campo titular, ao lado de Jucilei e Elias.

Adilson Batista prometeu poucas mudanças em relação ao time do Corinthians que recebeu de Mano Menezes. A equipe deve ser bastante parecida com a que bateu o Guarani ? os desfalques, além de Dentinho, são Roberto Carlos, suspenso, e Ronaldo, ainda sem condição física.

Mas os próprios jogadores não descartam também pequenas alterações táticas. "Não vai ter nenhuma mudança drástica, mas alguma coisa vai mudar", disse o goleiro Júlio César, que deve ser mantido como titular da posição no domingo.

Júlio César afirmou que vai estranhar o fato de jogar o clássico com o Palmeiras como visitante no Pacaembu. "Estava até brincando com os companheiros, dizendo que a casa é nossa, mas vai ser ocupada por eles", disse o goleiro, que teve bom desempenho nas quatro partidas do Corinthians após a Copa e que agora tem a sombra do paraguaio Bobadilla, recém-contratado.

Liberado pelos médicos, Ronaldo treinou com bola, mas mostrou pouca mobilidade e falta de ritmo, já que está fora de ação há quase três meses ? seu último jogo foi em 9 de maio, quando marcou gol de pênalti na vitória por 2 a 1 sobre o Atlético-PR, ainda na primeira rodada do Brasileiro ?, por causa de lesão na panturrilha direita. O jogador já havia participado de treino técnico anteontem.

Às voltas com boatos sobre sua saída do Corinthians (seu contrato acaba em dezembro), Chicão ganhou um bom motivo para seguir no clube com a chegada de Adilson. Foi com o técnico que, em 2001, no Mogi Mirim, o zagueiro foi lançado no profissional. "Ele (Adilson) estava em começo de carreira como técnico e me promoveu", lembra Chicão, que levou muita bronca nos primeiros jogos. "Ele já tinha este jeito explosivo (risos). Dava bronca porque eu ficava meio desatento e não voltava para marcar. E se preocupava muito com os passes, algo que até hoje ele cobra muito do time."

Em 2006, reeditaram a parceria no Figueirense. Adilson pediu a contratação de Chicão e, juntos, foram campeões catarinenses.

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