Daniel Teixeira/AE
Daniel Teixeira/AE

Adilson Batista vê no São Paulo a chance de redenção

Técnico entende a desconfiança e admite que passagens anteriores por Corinthians e Santos foram decepcionantes

Bruno Deiro, O Estado de S.Paulo

19 de julho de 2011 | 00h00

SÃO PAULO - Com ares de recomeço de carreira, Adilson Batista elegeu como primeira missão no São Paulo espantar a desconfiança.

Aos 43 anos e sem um título de expressão no currículo, o técnico reconheceu nesta segunda, na chegada ao clube do Morumbi, que os fracassos recentes no Corinthians e no Santos deixaram má impressão no mercado paulista.

"Entendo esta preocupação. Também era a minha (preocupação) em relação ao estado de São Paulo, pois foram duas passagens curtas. Mas tenho 43 anos e estou aprendendo bastante com tudo isso", garantiu.

A exemplo das apostas anteriores do São Paulo (Ricardo Gomes e Carpegiani), o nome de Adilson Batista causou surpresa.

Desta vez, porém, a diretoria foi mais cautelosa e fechou com o novo treinador um acordo inicial de apenas 5 meses - o contrato se encerra no fim do ano. "O contrato até o fim do ano é só uma coisa circunstancial", assegurou o diretor de futebol do clube, Adalberto Batista.

Redenção. Para Adilson, porém, é a chance de se reerguer. Em um ano, dirigiu três clubes - depois dos rivais paulistas, ele treinou o Atlético-PR - sem conseguir completar 20 jogos em nenhum deles.

"O São Paulo pode me proporcionar conquistas e alavancar minha carreira", disse o técnico, que preferiu lembrar os dois anos e meio de Cruzeiro, entre 2008 e 2010. "Passei perto de conquistar a Libertadores e o Brasileiro. Bateu na trave e espero que aqui encaixe."

Ele acredita que foi a passagem pelo futebol mineiro, em que conquistou dois títulos estaduais, que lhe garantiu a chance de assumir o time do Morumbi.

"Há um ano, vinha fazendo um grande trabalho e isso contribuiu para a minha vinda. São turbulências que acontecem, e ali na frente Deus reserva algo melhor para a gente."

Denílson. Nesta segunda-feira, o São Paulo oficializou o retorno de Denílson ao Morumbi. O volante, de 23 anos, será apresentado nesta terça e ficará por um ano. Revelado no São Paulo, ele se transferiu em 2006 para o Arsenal e vinha sendo pouco aproveitado no clube inglês.

Até quarta, a diretoria tricolor corre atrás de mais dois reforços: o meia argentino Marcelo Cañete e o lateral-direito paraguaio Ivan Piris. Já o zagueiro uruguaio Coates foi praticamente descartado. Rodrigo Souto, que tem boa proposta do futebol árabe, deve ser negociado.

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