Adilson rechaça rótulo de 'professor Pardal'

Técnico do Corinthians diz que maneira como montou time contra o Grêmio foi normal, mas equipe não encaixou

VITOR MARQUES, O Estado de S.Paulo

13 de setembro de 2010 | 00h00

Daniel Teixeira/AE - 11/9/2010

Explicação. Adilson ficou irritado com o time, mas disse que opções táticas foram normais e lamentou o resultado

SÃO PAULO - Nos tempos de Cruzeiro, Adilson Batista conviveu com o rótulo de "professor Pardal", personagem famoso por suas invenções que não dão certo. O Corinthians perdeu por 1 a 0 para o Grêmio, sábado, no Pacaembu, com uma formação pouco convencional. Um zagueiro atuou de lateral-esquerdo, um armador jogou como volante e o time terminou a partida com quatro meias de criação.

Adilson, que não quer que a síndrome de professor Pardal o acompanhe no Parque São Jorge, fez questão de prestar rapidamente todos os esclarecimentos e explicações sobre as razões que o levaram a escalar o time com aquela formação, na entrevista logo após a derrota corintiana para o tricolor gaúcho.

Disse que não inventou nada e que não tinha outra alternativa para a lateral-esquerda, uma vez que Roberto Carlos havia sido poupado. "O Dodô está na seleção (sub-19) e por isso coloquei o (Leandro) Castán. Poderia ter colocado outro jogador, mas também poderia ter dado errado. Futebol é assim."

Adilson disse também que a saída de Ralf, no começo do primeiro tempo por contusão, prejudicou a equipe e que Boquita, seu substituto, tem outra função (é mais meia que volante). Segundo ele, isso prejudicou muito o time, que não "encaixou seu jogo" no primeiro tempo.

Na etapa final, com o placar de 1 a 0 para o Grêmio, como precisou mexer no time, ele tirou dois defensores, Moacir e William, e colocou dois meias, Danilo e Defederico. O Corinthians cresceu, perdeu um pênalti, mas não conseguiu nem mesmo o empate. "Não era para perder. A gente trabalha sempre para vencer."

Para o jogo contra o Fluminense, que ganhou ares de decisão - o Corinthians está a três pontos do líder -, Adilson vai poder voltar ao esquema que vinha dando certo, já que poderá contar com seus laterais titulares, Roberto Carlos e Alessandro. Ronaldo, que também foi poupado no sábado, deve voltar ao time.

Psicologia. Adilson vai trabalhar também o lado emocional dos jogadores. Ele não quer que o time encare o jogo de quarta-feira, no Engenhão, como se fosse uma decisão antecipada. Acha que isso pode prejudicar o time.

"É um jogo importante, claro. É difícil enfrentar um adversário que está à nossa frente, mas esse jogo não decide o campeonato. Há outros times na disputa", disse o treinador.

Desfalque? Ralf, que torceu o tornozelo esquerdo numa dividida com Douglas, vai ser reavaliado hoje para verificar a gravidade da lesão. Se a dor no local não diminuir, dificilmente o volante vai enfrentar o Fluminense, quarta-feira, no Engenhão. Para seu lugar, a opção de Adilson é a entrada de Paulinho, volante de ofício, mas que tem características diferentes. Se Ralf é mais eficiente na marcação, Paulinho gosta de jogar mais com a bola nos pés, chegando à frente.

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