Adriano é analisado. Grafite é alternativa. Neymar é zebra

Antes de mais nada, é bom deixar claro que todo e qualquer critério escolhido para definir a convocação da seleção brasileira que vai à Copa do Mundo é, e será, contestado. Ponto!

Bastidores: Wagner Vilaron, O Estado de S.Paulo

20 de abril de 2010 | 00h00

O que se constata nas conversas com pessoas envolvidas com futebol - e aí estão técnicos, jogadores e, principalmente, dirigentes - é que a pressão popular que se forma em torno de eventual convocação de Neymar é tão forte e intensa quanto a redoma montada pelo técnico Dunga para preservar o grupo com o qual caminha há três anos e meio.

A sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) mais parece uma geladeira quando o assunto é Neymar. Quem passou pela Barra da Tijuca nos últimos dias e é simpatizante da causa da estrela santista, saiu desanimado. De fato, Dunga não alimenta esperanças de que possa promover alguma surpresa na lista final. O discurso do treinador aos microfones é idêntico ao de seus interlocutores mais próximos no famoso "off" de reportagem, o que afasta a suspeita de jogo de cena.

É verdade que a comissão técnica da seleção analisa com cuidado a situação do atacante Adriano. Conforme os acontecimentos das próximas semanas, o jogador do Flamengo corre risco de ser preterido, uma vez que seus seguidos altos e baixos deixaram Dunga e o auxiliar Jorginho com a pulga atrás da orelha. Nem mesmo nesse cenário Neymar ganha força. A alternativa é Grafite.

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