Adriano se envolve em novo caso de polícia

Mulher é atingida na mão após disparo acidental de arma de fogo dentro do carro do jogador, no Rio; versões são conflitantes

FELIPE WERNECK / RIO, O Estado de S.Paulo

25 de dezembro de 2011 | 03h01

Adriene Cyrilo Pinto, de 20 anos, foi baleada na mão esquerda, na madrugada de ontem, dentro da BMW do jogador Adriano, do Corinthians, logo depois que deixavam a boate Barra Music, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. Além dela e do jogador, outras quatro pessoas estavam no carro: três mulheres e o tenente da reserva da PM, Julio Cesar Barros de Oliveira, segurança de Adriano e dono da arma, que dirigia o veículo.

A vítima foi levada em outro carro para o Hospital Barra D'Or, onde chegou às 5h30. Lá, ela e a amiga Viviane Faria de Fraga, de 23, contaram ao sargento da PM, Amilton Dias, que Adriano foi o autor do tiro. Segundo o relato das duas, o jogador estava no banco do carona, teria pegado uma pistola calibre 40 no porta-luvas, retirado o pente e começado a brincar com a arma, exibindo-a para elas. Em seguida, teria ocorrido o disparo acidental.

"Ele foi imprudente, apontou a arma para os passageiros", comentou o sargento, após ter ouvido Adriene e Viviane.

Mais tarde, no entanto, em depoimento na 16.ª Delegacia de Polícia, na Barra, as outras duas mulheres que estavam no carro, Andreia Ximenez e Daniele Pena, ambas de 28, afirmaram que o tiro teria sido dado pela própria vítima. Já Viviane contou outra versão ao delegado de plantão Carlos Cesar Santos. Ao contrário do que havia dito à PM, ela afirmou em depoimento que Adriano manuseou a pistola, mas que não sabia precisar com quem estava a arma na hora do disparo.

Em seu depoimento, o tenente afirmou que colocou a arma debaixo do assento do motorista quando chegou à boate e que, ao sair com o grupo, a pistola teria escorregado para trás. Ele disse em depoimento que logo depois houve o disparo.

A BMW foi levada para a delegacia e apresentava marca de um disparo feito de dentro para fora, na porta traseira, do lado esquerdo. No interior do carro, com placa de São Paulo, havia manchas de sangue. À tarde, Adriano esteve no hospital, onde prestou depoimento. Sua versão, porém, não foi divulgada.

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