Adriano se recusa a fazer teste da lei seca

Parado em blitz no Rio, atacante da Roma tem carteira apreendida e recebe multa

Leonardo Maia, O Estado de S.Paulo

10 de fevereiro de 2011 | 00h00

O atacante Adriano, da Roma, chegou à cidade na segunda-feira e já se envolveu em mais um episódio extracampo. O atacante foi parado por uma blitz da lei seca, na madrugada de ontem, na Barra da Tijuca (zona oeste), e se recusou a fazer o teste do bafômetro. Por lei, sofrerá sanções como se estivesse dirigindo embriagado: teve a carteira apreendida por cinco dias, terá de pagar multa de R$ 957,70 e poderá ter a habilitação cassada por um ano.

De acordo com o comandante da operação, Marco Andrade, e outros agentes, o atacante apresentava sinais de embriaguez. Um dia antes, fotos mostravam o atacante com um caneco de cerveja em um restaurante. O carro de Adriano não foi apreendido, pois um amigo levou o veículo para sua casa.

O Imperador, apelido recebido na época em que atuava pela Internazionale de Milão, recupera-se de uma cirurgia no ombro direito, fraturado em um clássico contra a Lazio pela Copa da Itália. A Roma teria liberado o centroavante para retornar ao Rio enquanto se recupera da operação. No entanto, o técnico do time, Claudio Ranieri, ironizou seu retorno à cidade em que normalmente se envolve em complicações.

"Isso quer dizer que o veremos em um carro alegórico", disse o treinador, referindo-se a uma possível presença do goleador no sambódromo durante o carnaval. A imprensa italiana repercutiu com ironia e críticas a nova polêmica de Adriano.

O jornal Corriere Dello Sport destacou que o jogador pode ficar "a pé" por um ano e ressaltou que o atacante pode "dar uma esticada" e curtir o carnaval no Rio. O diário A Gazzetta Dello Sport apontou a reincidência do craque e relatou em seu site: "A dor no ombro operado no dia 24 de janeiro ainda é forte e o impede até mesmo de dormir, mas evidentemente não é um obstáculo no momento de sair para fazer festa com os amigos".

No ano passado, quando ainda jogava pelo Flamengo, Adriano protagonizou dois episódios controversos. Um com a então noiva Joana Machado. Ele foi para um baile funk no Morro da Chatuba com companheiros de time e teria brigado fisicamente com Joana. Consequentemente, ausentou-se de jogos importantes pela Taça Libertadores da América.

Na ocasião, o vice-presidente de futebol rubro-negro, Marcos Braz, admitiu que Adriano tinha sérios problemas em controlar o consumo de bebida alcoólica. "Não estou dizendo que ele é alcoólatra, mas o episódio com a noiva o levou novamente a procurar a bebida. Ele tem problema com a bebida. Quando começa não consegue parar."

Depois, nova encrenca com a polícia, que investigou possível envolvimento com traficantes quando seu nome foi vinculado à compra de uma moto posteriormente cedida a um conhecido criminoso da Vila Cruzeiro, no Complexo do Alemão, onde nasceu.

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