Apichart Weerawong/AP
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Adversária do Brasil na final do futsal, Espanha se destaca pelo trabalho tático

É o que avaliam o beque Carlinhos, campeão em 2008, e o pivô Eder Lima, que enfrentou o time pela Rússia nas quartas-de-final

Marcio Dolzan, O Estado de S. Paulo

17 de novembro de 2012 | 17h00

SÃO PAULO - Esta é a quarta vez nas últimas cinco Copas do Mundo que Brasil e Espanha medem forças para decidir quem possui o melhor futsal do planeta. Mais do que isso, a final deste domingo, marcada para as 10h30 da manhã (horário de Brasília), coloca frente a frente as duas únicas seleções campeãs mundiais desde que a Fifa passou a organizar o torneio, em 1989.

Sempre favorito, o Brasil viu o futsal espanhol crescer e se tornar sua principal pedra no sapato em 1996, quando a Copa do Mundo foi disputada justamente na Espanha. Na decisão, a equipe brasileira levou a melhor, vencendo por 6 a 4. Mas nascia aí uma rivalidade que cresceu a cada competição e que se estende até hoje.

A Espanha conquistaria seu primeiro título mundial na Copa do Mundo seguinte, disputada em 2000, na Guatemala. Na decisão, o selecionado espanhol venceu o Brasil por 4x3, derrubando a histórica hegemonia brasileira em mundiais.

A equipe que está hoje na Tailândia joga um futsal parecido com aquele que derrubou o Brasil no Mundial da Guatemala. “É o mesmo estilo desde o mundial de 2000. Eles defendem muito bem, e com a bola atacam com paciência. São muito obedientes taticamente”, analisa o beque brasileiro Carlinhos, que aponta também a bola parada como uma das principais armas dos espanhóis. Atualmente atuando no futsal russo, o jogador foi campeão mundial em 2008 pelo Brasil e jogou três temporadas na Espanha.

Durante sua passagem pelo futsal espanhol, o beque enfrentou todos os jogadores da seleção atual, além de ter sido colega de clube do também defensor Aicardo e do pivô Alemão. “Os principais jogadores, sem dúvidas de errar, são Alemão, Kike e Torras”, afirma. Os dois últimos foram indicados para a Bola de Ouro do torneio neste sábado.

Para o pivô Eder Lima, brasileiro que atuou pela seleção russa na Copa do Mundo – eliminada pela Espanha nas quartas de final –, o selecionado espanhol prima pela regularidade. “É uma equipe muito constante. Quando precisa ir atrás do resultado eles contam com um grande jogo em equipe, com as linhas muito juntas, o que dificulta (o jogo adversário)”, comenta. “Se não tiver a atenção redobrada saem muitos contra-ataques, em que eles são muitos rápidos e com um grande poder de finalização”.

O pivô, porém, aponta aquilo que pode ser o ponto fraco da equipe. “Eles fazem uma marcação por zona que tem sempre seus riscos, e isso pode ser explorado pelo Brasil. Tenho certeza que o Marcos (Sorato, treinador) estudou isso”, avalia Eder Lima, que considera a seleção espanhola a melhor da competição.

Para Carlinhos, o sucesso brasileiro vai depender do trabalho coletivo. “Precisa estar muito concentrado no jogo. A equipe da Espanha vai jogar no erro do Brasil e precisamos estar ligados. E, sobretudo, temos que estar um ajudando o outro, pois o coletivo fará a diferença”.

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